A Igreja do Mosteiro de Santo André de Rendufe foi este domingo o cenário de uma celebração cultural ímpar. Perante uma audiência que lotou por completo o recinto, a Banda Filarmónica de Amares realizou o seu tradicional ‘Concerto de Ano Novo’, um evento que se afirmou como um diálogo perfeito entre o património histórico e a arte performativa contemporânea.
O ambiente de grande envolvência sublinhou a importância desta iniciativa na agenda cultural do concelho, demonstrando a forte ligação da comunidade local à sua banda filarmónica.
O programa, cuidadosamente selecionado e executado sob a direção da batuta do maestro, percorreu estéticas variadas, desde a solenidade das composições espanholas à energia de obras contemporâneas e de raiz nacional.
PROGRAMA ARTÍSTICO
A formação amarense apresentou um alinhamento exigente que cativou o público pela diversidade e qualidade interpretativa:
- Música Y Vinos – Manuel Morales Martinez
- Imaxes Olívicas – Santiago Barreira Davila
- Leonardo Dreams – Saul Gómez Soler
- Saxpack – Otto M. Schwarz
- Português Suave – Carlos Marques
- Navegar Navegar – Jorge Salgueiro
A interpretação das obras — que variaram entre o virtuosismo do saxofone e a riqueza das harmonias sinfónicas — foi recebida com entusiásticas ovações, refletindo o reconhecimento do público pelo trabalho de preparação e dedicação dos músicos.
MOSTEIRO DE RENDUFE
«A escolha da Igreja do Mosteiro de Rendufe para a realização deste concerto não foi apenas estética, mas estratégica, reforçando a valorização dos ativos patrimoniais de Amares através da dinamização cultural», destacou o presidente da câmara, Emanuel Magalhães.
A acústica do templo e a beleza do seu altar barroco elevaram a experiência sensorial de todos os presentes, transformando o concerto num marco de início de ano.
A organização expressou o seu profundo agradecimento a todos os intervenientes e ao público presente, sublinhando que «este sucesso é o prenúncio de um ano de 2026 rico em dinamismo cultural. Com este evento, Amares reafirma o seu compromisso com a promoção da música filarmónica e com a democratização do acesso a espetáculos de alta qualidade artística».


























































































