Amares cria “via verde” para investimento e promete acelerar processos administrativos

A Câmara Municipal de Amares anunciou a criação de uma “via verde para o investimento”, um mecanismo interno destinado a simplificar e acelerar os processos administrativos associados a projetos empresariais no concelho, assegurando simultaneamente o cumprimento da legislação em vigor.

A iniciativa, segundo o presidente da autarquia, Emanuel Magalhães, pretende reforçar a competitividade do território na atração de investimento e reduzir atrasos que possam comprometer financiamentos ou oportunidades de desenvolvimento económico.

“Via verde” para acelerar decisões e captar investimento

O autarca explica que o novo modelo de atuação pretende criar condições para que os projetos avancem com maior rapidez, tanto no setor público como no privado, através da redução de entraves burocráticos e de uma maior articulação entre serviços municipais e promotores.

“E nós, a município de Amares, abrimos uma espécie de via verde para aquilo que são grandes investimentos que estão a acontecer e estão previstos a acontecer no município, portanto, nos próximos tempos. O que significa essa via verde? A via verde tem a ver com a agilização dos processos, para que, efetivamente, as coisas se concretizem no mais curto espaço de tempo. Porque eu não aceito que uma empresa possa perder, efetivamente, um apoio, um fundo comunitário, às vezes por causa de um processo que se atrasa demasiado no tempo.”, revelou, em declarações ao jornal “O Amarense“, à margem da reinauguração da Lavandaria PomPom em Rendufe.

Proximidade com empresas reforçada

Para além da simplificação processual, a autarquia está a apostar numa maior proximidade com o tecido empresarial, promovendo reuniões diretamente nas instalações das empresas, em vez de concentrar o atendimento nos serviços municipais. Emanuel Magalhães assinala  proximidade com os promotores e proatividade. “E é nesse sentido que estamos a atuar e a dar resultados. Estamos a perceber aquilo que é o interesse do promotor, do empresário, aquilo que efetivamente ele precisa. Quando se aproxima do município, o município tenta perceber exatamente aquilo que ele precisa do município. É nesse sentido que atuamos, inclusivamente. Estamos a fazer uma coisa que eu acho que nunca se fez no passado. Há reuniões hoje nas empresas. Em vez de ser os empresários que se deslocam à Câmara, é a Câmara que pega nos seus técnicos e vai às empresas.”

Segundo o presidente da Câmara, esta estratégia permite um melhor diagnóstico das necessidades dos investidores e uma resposta mais ajustada por parte do município.

Emanuel Magalhães acredita em resultados face à nova estratégia: “Temos aí investimentos importantes previstos, nomeadamente a superfície comercial, portanto, que tem condições já para avançar rapidamente. O processo, portanto, está concluído da parte do município.”

Mais há mais, revela: “E, efetivamente, temos aí ampliações de algumas empresas, outras de modernização. Algumas delas, portanto, recorrendo a financiamento e apoios comunitários. E é nesse sentido que nós temos que atuar. Temos vindo a atuar, infelizmente, com sucesso. Agora, há coisas que não dependem de nós. Começava toda uma conjuntura internacional que pode, às vezes, apertar aqui um bocado aquilo que nós não queríamos que apertasse.”

Investimento público e privado em expansão

A Câmara Municipal de Amares destaca ainda um conjunto de investimentos previstos para o concelho, incluindo cerca de 10 milhões de euros em obra pública em 2026, com intervenções em centros escolares, pavimentações e outras infraestruturas.

“Riqueza para o concelho, se naturalmente significa sobretudo isso. Há investimentos importantes, acho que estão em curso e outros vão avançar. Como lhe disse, ou como já era o conhecimento do município de Amares, enquanto obra pública para o concurso público, temos cerca de 10 milhões de euros em obra prevista para este ano de 2026, desde os centros escolares às pavimentações e outras, mas também há investimento privado.”, assinala o autarca.

No setor privado, estão igualmente previstos projetos de expansão e modernização empresarial, alguns dependentes de financiamento comunitário, que o município considera estratégicos para o desenvolvimento económico local. “E, efetivamente, temos aí ampliações de algumas empresas, outras de modernização. Algumas delas, portanto, recorrendo a financiamento e apoios comunitários. E é nesse sentido que nós temos que atuar. Temos vindo a atuar, infelizmente, com sucesso. Agora, há coisas que não dependem de nós. Começava toda uma conjuntura internacional que pode, às vezes, apertar aqui um bocado aquilo que nós não queríamos que apertasse.”

A autarquia acredita que esta abordagem poderá reforçar a capacidade de atração de investimento e consolidar a dinâmica económica do concelho, apesar das condicionantes associadas ao contexto internacional.

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