Amares. Moreira despede-se da Assembleia Municipal: “Quem vier que faça melhor do que eu”

O presidente da Câmara de Amares, Manuel Moreira, despediu-se esta sexta-feira da Assembleia Municipal, aproveitando o momento para os habituais agradecimentos e um breve balanço dos 12 anos que está prestes a completar como autarca.

“Saio de consciência tranquila e aquilo que desejo, sinceramente, é que quem vier a seguir faça melhor do que eu, porque isso será bom para o concelho e para o povo de Amares”, disse o autarca, no período de antes da ordem do dia desta sessão ordinária.

Manuel Moreira garantiu que o fim deste mandato vai permitir-lhe “encerrar um capítulo” político e mostrou-se disponível para apoiar o próximo presidente da autarquia, caso o novo edil assim pretenda.

“Não estarei na política, é um capítulo que encerro, mas se me pedirem ajuda, cá estarei para ajudar”, garantiu, sublinhando a “coragem” de quem integra listas autárquicas: “É de louvar, porque hoje é preciso coragem para ser candidato”.

OBRAS NA ESCOLA

Nesta que foi a última sessão deste atual mandato da Assembleia Municipal, o tom usado em várias intervenções foi de balanço e de despedida, numa noite morna em que apenas uma intervenção de Mário Paula, da coligação PSD/CDS, ajudou a criar algum burburinho.

Tendo em conta a abertura do concurso para requalificar escolas, na qual se inclui a Secundária de Amares, Mário Paula recordou críticas que já tinha feito ao Governo do PS – que acusou de ter criado uma “ilusão” com o primeiro concurso por não ter alocado as “verbas necessárias” para todos os estabelecimentos que precisavam de obras – e disse que foi o PSD a “retificar a situação”.

“O Dr. Fernando Alexandre [ministro da Educação] fez mais num ano do que o PS em oito”, apontou, sublinhando que agora “a requalificação da Escola Secundária de Amares vai avançar”, mesmo que “com uma década de atraso”.

No seguimento, a socialista Mónica Silva pediu ao presidente da Mesa da Assembleia para intervir em resposta, mas esse pedido foi rejeitado, uma vez que João Januário Barros disse não encontrar “enquadramento no regimento” para justificar a intervenção. A situação acabou por gerar comentários da bancada do PS, mas a decisão manteve-se e não houve réplica.

JANUÁRIO DESPEDE-SE

A fechar, já com a ordem de trabalhos concluída, também João Januário Barros aproveitou para deixar uma mensagem de despedida. “Foi uma honra presidir a esta Assembleia Municipal”, garantiu, sublinhando “o respeito mútuo e a solidariedade que sempre houve, apesar de algumas divergências”. “Se cometi algum lapso, foi sem intenção. Podem acreditar que o faço no sentido de cumprir o regimento, de acordo com a interpretação que tenho”, apontou.

João Januário Barros deixou ainda palavras de agradecimento ao presidente da Câmara, Manuel Moreira, enaltecendo a “cooperação” ao longo dos últimos 12 anos. “Senhor presidente, acho que cumprimos”, concluiu.

Carregar mais

ÚLTIMAS NOTÍCIAS