Os candidatos da CDU à Câmara Municipal de Amares, Nuno Reininho, e à União de Freguesias de Ferreiros, Prozelo e Besteiros, Raquel Tinoco, manifestam a sua preocupação face à «situação precária» em que a Banda Filarmónica de Amares se encontra, descrevendo-a como estando «em terra de ninguém».
Numa visita às instalações da coletividade e reunião com os seus responsáveis – acompanhados pelo mandatário, Albino Silva – os representantes da CDU assinalam que a sede localiza-se «num edifício sujeito a contrato de comodato, o que coloca sérias reservas sobre a sua estabilidade futura. Para além disso, esta incerteza tem implicações diretas pois dificulta o acesso a concursos para fundos destinados à indispensável manutenção e requalificação do imóvel».
Os problemas estruturais – como o telhado e as paredes exteriores – são ainda causa de infiltrações persistentes e acumulação de humidade, comprometendo o espaço, assinalaram os responsáveis da direção.
SEDE PRÓPRIA
Para que este cenário seja solucionado, os dirigentes associativos sublinharam «a urgência de um contributo por parte da autarquia para que a entidade possa dispor de uma sede própria».
De acordo com a CDU, esta deverá incluir uma sala de ensaio, um miniauditório, salas de formação musical e espaços administrativos e de apoio, condições fundamentais para o seu normal funcionamento e desenvolvimento.
Na nota enviada à nossa redação, a CDU assinala que que «foi destacada a necessidade urgente de um subsídio específico para o serviço de formação musical prestado aos jovens do concelho, um pilar essencial para a sustentabilidade e renovação da Banda».
PAVILHÃO MULTIUSOS DEVE ATENDER ÀS NECESSIDADES DE TODAS AS COLETIVIDADES
«Os candidatos da CDU, Nuno Reininho e Raquel Tinoco, partilharam da visão de que é imperativo que o município ouça as coletividades com atividade na área da música no que respeita ao projeto do pavilhão multiusos a construir. Este diálogo é crucial para assegurar que o equipamento, resultante de um avultado investimento público, reúna as condições técnicas e acústicas indispensáveis à realização de eventos musicais de qualidade», refere o comunicado.
A Banda Filarmónica de Amares considerou ainda «fundamental que a edilidade publique e divulgue, de forma ampla, coerente e criativa, uma Agenda Cultural do concelho, valorizando e dando visibilidade ao tecido cultural local».
Foi também manifestada a disponibilidade da Banda «em contribuir ativamente para o enriquecimento do património musical de Amares, através da criação de composições musicais originais pelos seus músicos».
Para finalizar, todos os presentes no encontro concluíram ser forçoso «promover uma política de “Cultura para Todos” em Amares, nomeadamente através do aprofundamento da ligação entre a Banda Filarmónica e a comunidade».












