Amares. Reabilitação do Mosteiro de Rendufe ‘avança’ com grupo técnico, mas ‘obra pronta’ «só daqui a 10 anos»

O projeto de reabilitação, requalificação e valorização do Mosteiro de Santo André de Rendufe, em Amares, vai rondar os 10 milhões de euros e deverá ser uma realidade «no espaço de 10 anos», conforme estimativa hoje apresentada pelo presidente da câmara, Manuel Moreira, na reunião do executivo municipal. Será agora criado um grupo técnico de trabalho que terá por missão apresentar um plano de intervenção técnica e financeira «dentro de 12 meses», revelou ainda o autarca.

«Um ano parece um exagero», reagiu o vereador independente Emanuel Magalhães, que manifestou preocupação, «sobretudo, pela parte que está devoluta e pode ruir».

Os restantes vereadores da oposição, Pedro Costa e Valéria Silva, mostraram a sua satisfação pelo memorando de entendimento assinado com o instituto público Património Cultural e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Norte. Questionaram sobre prazos e investimento.

«Na minha estimativa, de acordo com o que falamos (pois ainda não há projeto de arquitetura, ou propostas a esse nível), deve rondar os 10 milhões de euros», respondeu Manuel Moreira. Quanto a prazos para ter a obra executada e aberta ao público, «talvez uns 10s anos», projetou.

Para já, segue a elaboração de estudos e projetos destinados à futura implementação de um programa de reabilitação, requalificação e valorização do mosteiro, a desenvolver de forma faseada, em prazos ajustados à complexidade da intervenção, recorrendo a financiamentos externos e a investimentos das entidades envolvidas, acrescenta

De acordo com o protocolo, «o programa deverá contemplar várias dimensões», entre as quais «serviço religioso, assegurando a utilização da Igreja monástica nos termos do direito concordatário; memória do lugar, preservando a tradição beneditina; criação artística contemporânea, promovendo o diálogo entre património e cultura atual; hospitalidade beneditina, com soluções de hospedagem ou semelhantes; e fruição pública, proporcionando experiências de visitação diferenciadoras».

Na ocasião, a autarquia poderá optar pela gestão sob sua alçada, ou deixar entregue instituto público Património Cultural, adiantou ao jornal ‘O Amarense’ Manuel Moreira.

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