O acesso ao monte de S. Pedro de Fins, situado na freguesia de Caires, no concelho de Amares, apresenta condições deficientes de circulação, sobretudo no último quilómetro antes da capela, denunciou Carlos Dobreira, ativista ambiental e climático e praticante de plogging.
Segundo o ambientalista, o troço final da estrada encontra-se degradado, não reunindo condições mínimas de segurança, situação que considera preocupante tendo em conta a importância do local enquanto miradouro natural para a observação de fenómenos meteorológicos e ponto privilegiado para a deteção precoce de incêndios durante a primavera e o verão.
No topo do monte, refere ainda, é visível “um cenário desolador”, marcado pela presença de um edifício abandonado e grafitado, bem como vestígios de circulação de motociclos no solo envolvente, o que contribui para a degradação paisagística e ambiental da área.
«O exposto, constatado na manhã do dia 14 de fevereiro, foi dado a conhecer ao senhor presidente da Câmara Municipal de Amares», adianta Carlos Dobreira, em nota enviada à redação, sublinhando a necessidade de uma intervenção de manutenção no piso da via e de requalificação do espaço envolvente.
A visita ao monte de S. Pedro de Fins integrou um conjunto de deslocações a serras e montes de interesse natural no âmbito de um estudo sobre as alterações climáticas, abrangendo vários concelhos do país, entre os quais Amares, Cabeceiras de Basto, Caminha, Esposende, Gouveia, Montalegre, Oliveira do Hospital, Vieira do Minho e Seia.
O ativista defende que estes pontos elevados, para além do seu valor paisagístico e cultural, desempenham um papel relevante na monitorização ambiental e na prevenção de incêndios, pelo que devem ser alvo de manutenção regular e de políticas de preservação adequadas.
















