Os vereadores Emanuel Magalhães, Pedro Costa e Valéria Silva criticaram, esta quarta-feira, as valas que são abertas nos passeios e nas estradas do concelho de Amares para colocação de infraestruturas sem que depois sejam devidamente reparadas, pedindo mais fiscalização e exigência por parte da autarquia.
No período de antes da ordem do dia da reunião de executivo, o vereador independente Emanuel Magalhães, que lidera a lista do PSD nas próximas eleições autárquicas, disse que esta é uma “situação lamentável e grave” e considerou que o município deve fazer a devida “regulamentação das empresas externas” que realizam trabalhos no território.
“Não podemos tolerar estas situações, temos de ser muito mais exigentes. Outros municípios que passaram por casos semelhantes tomaram medidas e nós também temos de o fazer”, apontou, lembrando que o assunto não é novo e que já tem sido discutido várias vezes nas reuniões de Câmara. Para Emanuel Magalhães, há necessidade de a autarquia ser “exigente”, nomeadamente com as empresas de instalação de eletricidade e de gás.
Na mesma linha, o vereador e candidato do PS, Pedro Costa, disse que “nunca houve uma situação tão má quanto a atual” neste aspeto. “Vemos coisas sem pés nem cabeça, temos passeios e vias de trânsito todas destruídas, com reposições de muito má qualidade. Por vezes, continua a passar-se um fim de semana com valas abertas, o que não consigo compreender”, apontou.
Para o representante socialista, a fiscalização da Câmara Municipal “devia atuar nestes casos e fazer cumprir o que está estipulado nos contratos”, em que as empresas são “obrigadas a fazer a respetiva reposição”. “É algo que nos deve fazer pensar, sobretudo em termos de segurança rodoviária”, afirmou Pedro Costa.
A vereadora do PS, Valéria Silva, corroborou as críticas, considerando que se trata de um assunto “realmente importante” e que deve merecer o devido acompanhamento por parte dos serviços municipais. “O facto de algumas destas vias poderem vir a ser reabilitadas em breve não é justificação para que a exigência seja menor ou para que a reposição seja feita com menos qualidade”, sublinhou.
Na resposta, o presidente da Câmara, Manuel Moreira, admitiu que este é um “grande problema” e assegurou que vai instruir os serviços municipais para que a fiscalização seja mais efetiva no sentido de garantir que as vias intervencionadas ficam conforme estavam antes das obras realizadas. “Vamos pressionar para que os trabalhos fiquem bem feitos”, vincou, no final da reunião, ao jornal “O Amarense”.












