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Barcelos investe mais de 16, 5 milhões de euros para dar casa condigna a 500 pessoas

O município de Barcelos vai proporcionar habitação condigna a cerca de 180 famílias que actualmente vivem sem as condições mínimas, num investimento de 16,7 milhões de euros, anunciou esta terça-feira o presidente da autarquia.

O investimento será concretizado nos próximos seis anos, ao abrigo de um acordo de colaboração assinado esta terça-feira entre o município e o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU).

Segundo o presidente da Câmara, Mário Constantino, são directamente beneficiadas cerca de 500 pessoas.

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“A carência habitacional afecta cerca de 180 agregados familiares, num total de quase meio milhar de pessoas, sendo que muitos desses indivíduos, além da carência habitacional e económica, têm problemas sociais associados”, afirmou o autarca.

Acrescentou que muitas das situações detectadas correspondem a agregados familiares compostos apenas por uma só pessoa, “uma situação mais preocupante ainda, quando se verifica que são indivíduos idosos e sem retaguarda familiar”.

“No extremo oposto, embora em reduzido número, há um leque de famílias mais alargado, com oito ou mesmo nove elementos cada, também esses em situação de grande fragilidade económico-social”, acrescentou.

Mais de metade dos casos de habitação “indigna” estão na categoria de casa própria.

“O problema é que, durante a sua vida, os seus donos, muito provavelmente, nunca reuniram condições económicas para melhorar as suas habitações ou, então, deixaram-nas degradar por falta de manutenção, atingindo um nível muito crítico, principalmente no que respeita à salubridade dos edifícios”, sublinhou o presidente da Câmara.

Por seu lado, o grosso dos agregados que não vivem em casa própria nem em habitação arrendada enquadra-se na chamada condição de “precariedade”, vivendo em casas ou espaços cedidos por amigos ou familiares.

A estas pessoas, há ainda que acrescentar os casos identificados como sem-abrigo.

Mário Constantino lembrou que às pessoas “que vivem em condições deploráveis não lhes é permitido sequer sonhar em viver noutro alojamento, pois em caso algum poderiam suportar os valores actuais de uma renda de casa”.

Os 180 fogos serão recuperados ou construídos de raiz ao abrigo do programa governamental 1.º Direito.

Metade do investimento é integralmente comparticipado pelo IHRU e o restante financiado a título de empréstimo bonificado. O investimento próprio do município é de 728 mil euros.