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Bares e discotecas dizem que reabertura com as mesmas regras e horários dos cafés “não faz sentido”

A Associação de Bares da Zona Histórica do Porto afirma que a reabertura dos bares e discotecas, sem pista de dança, com as mesmas regras aplicadas aos cafés, pastelarias e casas de chá, “é o maior equívoco legislativo de que há memória”.

A associação regia assim, com “incredulidade”, à notícia avança pelo Público que o Conselho de Ministros aprova esta quinta-feira a nova legislação para o sector, que determina que os bares e discotecas não poderão funcionar à noite, ou seja, têm de encerrar às 20h00. Aqueles espaços não terão permissão para servir refeições, apenas alimentação ligeira, como salgados, as pistas de dança podem ser ocupadas com mesas, cumprimento as regras de distanciamento social, e as áreas exteriores podem ser usadas como esplanadas.

Para o presidente desta associação, António Fonseca, a decisão do Governo “não faz qualquer sentido”.

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Em entrevista à TSF, o representante dos bares da zona histórica do Porto diz acreditar que esta decisão “é o maior equívoco legislativo de que há memória” e deixa uma questão: “Como é que um estabelecimento de bebidas, um bar, mesmo sem pista de dança fecha às 20h00 e um restaurante que também vende bebidas fecha às 23h00?”.

Por outro lado, António Fonseca defende que o que o sector precisa é de um apoio a fundo perdido para as empresas que estiveram fechadas “até a sua abertura em pleno”.

É fundamental, defende o representante destes bares na mesma entrevista, garantir as despesas permanentes destas empresas em dificuldades, nomeadamente “os salários a 100%, as rendas” e outros encargos.

Ainda segundo o Público desta quinta-feira, o Governo deve aprovar que a hora de entrada de clientes nos restaurantes e similares passará a ser até às 24h00, durante o Verão. Mas será introduzida a obrigatoriedade de os espaços fecharem à 01h00 da madrugada.

Encerrados desde Março devido à pandemia do novo coronavírus, os espaços de diversão nocturna ficaram de fora do plano de desconfinamento do Governo, devido à questão do distanciamento social.