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OPINIÃO

OPINIÃO -
Bloqueios, traumas e acidentes

Texto de Marco Alves

Ao longo dos últimos anos tenho conhecido bastantes pessoas, colegas de trabalho, amigos de familiares, amigos de amigos e pessoas com quem fui convivendo em várias áreas, e de facto ninguém é igual a ninguém. Cada uma dessas pessoas é única, todas com os seus defeitos e virtudes, umas revelam-nos automaticamente, enquanto para outras será necessário conhecer melhor.

De realçar que após pandemia há um aumento da sociedade em busca de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal, o que por si já é um sinal positivo. Contudo, principalmente ao nível de trabalho, os líderes e responsáveis dos mais diversos setores ainda demonstram demasiado atrito para com os colaboradores. O tom de voz agressivo, a falta de organização, a correria desenfreada, a falta de visão e o ego são as principais características manifestadas diariamente e indesejadas para quem tem como objetivo o sucesso ou progressão. Desta forma, isso constitui um bloqueio automático para o bem-estar geral e até mesmo da própria pessoa, mesmo ela desconhecendo que problemas a nível pessoal, sejam doenças, acidentes ou relacionamentos, têm origem nesses factos.

O tema espiritualidade ainda é um conceito que necessita de mais clareza e compreensão. Ao integrarmos de forma natural no contexto organizacional de trabalho, ela potencializa significativamente o bem-estar pessoal, a criatividade para resolução de anomalias, a harmonia organizacional e o sucesso empresarial. Temos algumas empresas a nível nacional que iniciaram forte aposta nesse campo, tal como o grupo Bernardo da Costa a implementar a “Academia da Felicidade”.

Falar de espiritualidade e religião continua a ser um tabu. Com frequência ouvimos o antigo ditado: “política, religião e futebol não se discute”. Religião e espiritualidade não são o mesmo, a primeira não se refere de forma alguma a questões religiosas.

Vivemos numa sociedade materialista, na qual somos formatados a valorizar as conquistas materiais em detrimento do desenvolvimento espiritual. Há empresas que investem demasiado em formações viradas para o aumento de produção e rendimento, outras ainda nem a esse patamar chegaram, no entanto, ambas negligenciam as reais angústias e desafios emocionais dos seus colaboradores.

Não existe fórmula mágica para aplicar a inteligência emocional no ambiente de trabalho, embora seja cientificamente comprovado que práticas como a meditação ajudam a reduzir o stress, aumentar o foco e a estabilidade emocional, evitar a depressão, promover a autoconfiança e a criatividade.

Não basta ser bom colaborador, também tem que ser boa pessoa tanto na empresa quanto fora dela.

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