Câmara de Amares aprova concurso de 4,7 milhões para construir pavilhão multiusos

A Câmara de Amares aprovou esta quarta-feira a abertura de um concurso público, com o preço base de 4,7 milhões de euros, para construir um pavilhão multiusos, que será totalmente custeado por fundos do município.

A proposta foi aprovada por maioria, com os votos favoráveis dos eleitos pela coligação Juntos por Amares (PSD/CDS), do vereador independente Emanuel Magalhães e do vereador do PS, Pedro Costa. A vereadora socialista, Valéria Silva, votou contra.

De acordo com o projeto, o pavilhão será construído na Rua Nova do Entroncamento, no terreno onde existe atualmente o campo de futebol do CD Amares, tendo uma área de implantação de 2.627,20 metros quadrados.

“A intenção é criar uma área de exibição que não se limite a um único tema”, refere o documento, a que “O Amarense” teve acesso, onde se lê que este será um “equipamento vocacionado para a realização de eventos desportivos, culturais e de lazer”.

O edifício terá dois pisos, ficando no primeiro a “área do polidesportivo propriamente dito que faz contacto direto com o exterior apoiado pelas áreas de receção, áreas administrativas e todos os espaços técnicos de apoio às atividades lúdicas e desportivas”.

A entrada no multiusos encontra-se localizada no corpo mais baixo, existindo uma área de espera exterior coberta, prolongando-se para o interior através do átrio, onde se localiza a receção. O multiusos possui um conjunto de seis vestiários/balneários.

No segundo piso será construída uma bancada, de seis filas, com capacidade para 384 espectadores sentados, reservando-se junto à área desportiva uma linha com 10 lugares destinados a pessoas com mobilidade condicionada. Exteriormente, foram projetadas áreas de apoio, estacionamento e percursos pedonais aliados ao circuito de lazer composto por áreas verdes com espécies arbóreas.

“O multiusos é um espaço de criatividade por excelência, com a facilidade da transformação/modulação do seu espaço interior de acordo com os eventos em programa. Lá, tudo é possível: assistir a espetáculos desportivos, culturais, conferências, exposições e sobretudo conviver”, salienta o gabinete de arquitetura que realizou o projeto.

EM FIM DE MANDATO

Além da abertura do concurso público, o executivo camarário aprovou, igualmente por maioria, uma proposta para a repartição dos encargos financeiros pelos anos de 2026 e 2027. A vereadora do PS, Valéria Silva, votou contra, considerando “não fazer sentido” aprovar um investimento desta envergadura a pouco tempo do fim do mandato autárquico.

“Não me parece que a dois meses das eleições faça sentido empurrar para 2026 e 2027 um investimento de mais de 4,5 milhões de euros. Além disso, quem vier a seguir pode até querer alterar o projeto. Não o devíamos fazer agora”, disse Valéria Silva.

O também socialista Pedro Costa, que encabeça a lista do PS à Câmara nas autárquicas, disse que votou a favor por entender que se trata de um “projeto muito importante”, embora tenha salientando que “não está dentro das maiores prioridades” do concelho de Amares.

“A minha candidatura tem feito uma auscultação muito profunda no terreno e o pavilhão multiusos não está dentro das maiores prioridades do concelho, embora seja uma necessidade e um projeto muito importante, o que me leva a votar favoravelmente”, apontou.

Pedro Costa lembrou que este será um investimento totalmente suportado pela autarquia, o que faz com que não “possa ser encarado de ânimo leve”. “É, provavelmente, o maior investimento de sempre feito em Amares só com fundos do município”, salientou o vereador do PS.

No final da reunião, o presidente da autarquia, Manuel Moreira, disse que Amares “precisa deste equipamento”, que será “versátil” e “poderá ter muitas utilizações”. “Era um compromisso que tínhamos e vamos cumpri-lo”, garantiu o autarca, em declarações ao jornal “O Amarense”.

Carregar mais

ÚLTIMAS NOTÍCIAS