Câmara de Amares aprova novo preçário das piscinas municipais com voto contra de PS e Renascer Amares

A Câmara de Amares aprovou, esta segunda-feira, os novos preçários das piscinas municipais para 2026, com o PS e o Renascer Amares a votarem contra devido aos problemas térmicos da piscina coberta. A proposta abrange igualmente as piscinas ao ar livre de Amares e de Caldelas.

A votação acabou empatada, com três votos a favor e três contra, tendo sido decidida pelo voto de qualidade do vice-presidente da autarquia, João Januário Barros, que liderou os trabalhos nesta reunião, face à ausência de Emanuel Magalhães.

A favor votaram também a vereadora do PSD, Cidália Abreu, e o vereador do Amar e Servir Amares, Rui Tomada, tendo os eleitos do PS, Delfim Rodrigues e Elisabete Cunha, que substituiu Pedro Costa, e o vereador do Renascer Amares, Álvaro Silva, votado contra.

No período de intervenções, Delfim Rodrigues disse que antes de fazer a atualização do preçário, que no caso das piscinas cobertas sobe entre 50 cêntimos e um euro, a Câmara de Amares “deveria criar todas as condições” para os utilizadores, nomeadamente em termos de temperatura da água e do ambiente naquele espaço, tendo em conta as “reclamações” existentes.

“Sugiro que se mantenham as tarifas até que esteja resolvido o problema. As pessoas reclamam e o preço subir não me parece que faça muito sentido”, defendeu, afirmando que tem recebido relatos de “muita gente a abandonar as piscinas ou a reduzir” a frequência face a esses constrangimentos de ordem térmica.

O vereador do movimento Amar e Servir Amares, Rui Tomada, afirmou ser defensor do sistema de utilizador-pagador e considerou que a manutenção das tarifas poderia ser uma boa ideia, não sendo “assim tão dispendioso para o município”. No entanto, após a explicação do técnico municipal responsável pela gestão da piscina, Rui Tomada anunciou o voto favorável.

PROBLEMAS TÉRMICOS A RESOLVER

O técnico Martinho Antunes assegurou que a piscina coberta de Amares “tem neste momento um dos maiores números de utilização de sempre” e que em novembro foi de cerca de “93/94%”, sublinhando que o equipamento está a funcionar “muito bem”.

Garantiu que “não há problemas” com a temperatura da água, “que não pode ser muito elevada por questões de saúde pública”, e que aquilo que verdadeiramente afeta os utilizadores é a diferença térmica sentida quando saem da água e passam pelos outros espaços do recinto.

“Essa diferença térmica vai ser resolvida através de 12 equipamentos de ar condicionado e com o reforço da bomba de calor. Em breve, estará resolvido”, afirmou Martinho Antunes.

Quanto ao aumento, disse que se trata de um “ajuste de acordo com a taxa de inflação” e lembrou que “os custos com pessoal e de funcionamento sobem todos os anos”. “Durante muito tempo não aumentámos”, concluiu.

ÁLVARO SILVA PROPÕE ISENÇÃO A IPSS

No período de antes da ordem do dia, ainda antes da discussão da proposta que constava da agenda de trabalhos, Álvaro Silva propôs que a Câmara de Amares passasse a aplicar a isenção de taxas de utilização das piscinas municipais por parte das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) do concelho, em especial aquelas que desenvolvam atividades com crianças e jovens com idades entre os três e os 12 anos.

“Estas instituições vão muito além de meros prestadores de serviços: são pilares fundamentais da nossa comunidade, oferecendo apoio social, educativo e cultural, promovendo a saúde, o bem-estar e o desenvolvimento integral das nossas crianças e jovens”, disse o vereador do Renascer Amares.

Para Álvaro Silva, “a isenção de taxas não representa uma perda, mas um investimento estratégico no futuro da nossa comunidade”.

Na resposta, o vice-presidente da Câmara, João Januário Barros, disse que esse seria um assunto a analisar pelo município.

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