Câmara de Amares espera apoio do Governo para pagar obras no centro de saúde

O presidente da Câmara de Amares, Emanuel Magalhães, reuniu com a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, tendo colocado em cima da mesa o diferencial entre a verba aprovada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e o montante da obra no centro de saúde, esperando que o Governo possa assumir os mais de 200 mil euros que estão em causa.

Na reunião de Câmara desta quinta-feira, Emanuel Magalhães disse que houve “abertura” da parte da ministra, que “assumiu o compromisso de avaliar a situação”. “O nosso objetivo é que seja o Governo a assumir o diferencial que existe entre aquilo que foi aprovado em sede de candidatura e o valor da obra lançada”, salientou.

Segundo o autarca, a reunião permitiu abordar outros assuntos, nomeadamente o alargamento de serviços e também dos horários de funcionamento do centro de saúde, tendo em conta a reabilitação e ampliação do edifício que está a ser feita, o que permitirá criar melhores condições.

“O centro de saúde de Amares passará a dar resposta a outro tipo de situações, casos de exames e de alguns raios-X, tendo uma nova capacidade para responder à população, que nalguns casos já não terá de se deslocar ao Hospital de Braga”, explicou Emanuel Magalhães.

Conforme “O Amarense” noticiou, em novembro, a Câmara de Amares adjudicou, por 833 mil euros, a obra de reabilitação e ampliação do centro de saúde, através de um ajuste direto, depois de o concurso público ter ficado deserto. A comparticipação do PRR é de 610 mil euros.

ALARGAR RESPOSTA

Segundo a autarquia, “o projeto consiste na requalificação e adaptação do edifício da USF Amares Saúde, com o intuito de dar resposta a um conjunto de desafios associados à evolução das necessidades na área da saúde e ao aumento das exigências e expetativas da população”.

A intervenção abrange “o funcionamento e potenciação dos serviços de forma a cumprir planos de contingência; a eficiência energética com o intuito da redução dos custos de exploração; a acessibilidade aos serviços, por parte de pessoas com mobilidade e a segurança e conforto de utentes e profissionais”.

O projeto prevê o alargamento da unidade funcional em três gabinetes, com a readaptação do programa funcional da unidade para a previsão de crescimento de uma equipa de família, assim como a reestruturação de diversos espaços.

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