BRAGA -
CDS Braga defende aulas à distância no secundário e universitário. Acusa Governo de “saltar de medida em medida”

O presidente da Concelhia de Braga do CDS-PP acusa o Governo de “saltar de medida em medida” no combate à segunda vaga do Covid-19 e de esquecer que “um dos grandes” focos de contágio “é o contexto escolar/académico”. Altino Bessa defende que o ensino secundário e universitário deve decorrer à distância até fim do ano.

“Bem sabemos que, por variados motivos, não é possível encerrar a resposta escola na medida em que seria fracturante para as famílias, crianças e/ou jovens”, afirma Altino Besa em comunicado ao Press Minho, sustentando, contudo, se para “os alunos em idade menor (…) dependem voltar ao regime de aulas à distância seria incomportável para os encarregados de educação”, o mesmo não acontece com os estudantes do ensino secundário e universitário.

“(…)  Não obstante a alguns constrangimentos de teor social, consideramos que, como meio de prevenção e diminuição de contágio, os ensinos secundário e universitário deveriam optar pelo ensino à distância”, diz o líder da Concelhia centrista

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“A nossa proposta é que estas aulas passem a ser à distância até ao final do mês de Dezembro. A faixa etária destes alunos permite-lhes autonomia”, sugere Altino Bessa, o também vereador da Protecção Civil na Câmara de Braga.

“Grosso modo, não dependem nem obrigam à supervisão constante da família para cumprirem o regime de ensino à distância. Acreditamos que com esta medida se evitariam centenas de milhar de contactos que acontecem em ambiente académico e de lazer extra-aulas que, posteriormente, resultam em focos de disseminação do vírus covid-19”, acrescenta.

O presidente dos centristas de Braga argumenta que “a suspensão do ensino presencial nos ensinos secundário e universitário pode contribuir para achatar a curva e, consequentemente, salvar vidas”.

“Urge que aliviemos os hospitais do número diário de infecções que continua a crescer. Esta seria uma medida atenuante do número de infecções por covid-19 e, muito importante, uma medida que terá um impacto não muito nefasto na economia”, afirma, sublinhando que “seriam apenas dois meses de ensino à distância que podem contribuir significativamente para a diminuição de contágio”.

Para Altino Bessa “é hora do Governo ser perspicaz e estratégico na aplicação de medidas que não causem um impacto tão negativamente expressivo na economia nacional”.

MEDIDAS DE RESTRIÇÕES

Sobre as restrições impostas pelo Executivo de António Costa, e que esta quarta-feira entraram em vigor em 121 concelhos do país, Bessa considera que as medidas deveriam abranger todo o território nacional. 

“Tudo indica que iremos assistir à ‘narrativa’ da 1.ª vaga. Isto é, primeiro o território Norte era zona com “risco elevado de covid-19” e o Sul do país mais relaxado. Até que a situação na zona Sul se agravou e tudo se complicou”, diz.

O centrista defende que, “nesta fase, não deve ser alavancada este tipo de ‘distinção”, referindo que “apesar do número de ocorrências de infecção se mostrar súpero na zona Norte, é imperativo que se acautelem possíveis focos nas restantes áreas do território nacional”. 

“Mais uma vez, não percebemos esta diferenciação territorial”, remata.