Combustíveis vão descer na próxima semana: gasóleo baixa 6,5 cêntimos e gasolina recua 3,5

Os preços dos combustíveis vão aliviar a partir da próxima semana em Portugal, com uma descida mais acentuada no gasóleo. A previsão aponta para uma redução de 6,5 cêntimos por litro no gasóleo simples e de 3,5 cêntimos na gasolina simples 95, segundo dados do setor baseados nas cotações mais recentes.

A descida deverá começar a sentir-se já a partir de segunda-feira, representando um alívio para os consumidores após várias semanas de aumentos consecutivos.

De acordo com estimativas recolhidas junto de fontes do setor, o preço médio do litro do gasóleo deverá fixar-se nos 2,085 euros, enquanto a gasolina 95 deverá rondar os 1,908 euros por litro.

Ainda assim, os valores poderão sofrer ligeiras alterações até ao fecho das médias finais, que ocorre ao final do dia.

Como habitualmente, o preço final na bomba varia consoante a marca, a localização e a política comercial de cada posto de abastecimento. Os hipermercados e operadores low-cost continuam a apresentar os preços mais baixos do mercado.

A descida prevista surge depois de um período de subida dos preços. Na semana anterior, o gasóleo tinha aumentado cerca de 7 cêntimos por litro e a gasolina 2,5 cêntimos.

Esta inversão de tendência surge num contexto de maior estabilidade nos mercados internacionais, depois de semanas marcadas por forte volatilidade ligada ao conflito no Médio Oriente.

Em paralelo, o Assembleia da República aprovou recentemente uma alteração temporária dos limites mínimos do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP), em vigor até 30 de junho, medida já promulgada pelo Presidente da República.

Esta decisão permite ao Governo ajustar a carga fiscal sobre os combustíveis, funcionando como mecanismo de amortecimento face às oscilações do mercado.

Segundo fontes do setor, antes da recente estabilização das cotações, as projeções indicavam até uma subida de cerca de sete cêntimos no gasóleo e três cêntimos na gasolina.

A evolução dos mercados internacionais acabou por inverter esse cenário, resultando agora numa descida significativa para os consumidores portugueses.

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