Dispositivo de combate a incêndios em nível máximo com 69 meios aéreos. Há dois em manutenção

A partir desta terça-feira, o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) de Portugal atinge a sua capacidade máxima com a entrada em vigor do nível “reforçado – nível Delta”, até 30 de setembro. Apesar do reforço, dois helicópteros essenciais para o combate aéreo estão em manutenção e há outros cinco previstos que ainda não foram posicionados.

Neste dia, em que mais de 80 concelhos de 10 distritos (Vila Real, Braga, Bragança, Porto, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Santarém, Portalegre e Faro) enfrentam perigo máximo de incêndio, o dispositivo de prontidão conta com 11.161 operacionais e 69 meios aéreos. No entanto, este número é inferior aos 76 meios aéreos previstos pela Proteção Civil para este período. Os helicópteros em manutenção estão sediados nos Centros de Meios Aéreos (CMA) de Arcos de Valdevez (Viana do Castelo) e Santa Comba Dão (Viseu).

A Proteção Civil indica que a falta dos cinco helicópteros ligeiros adicionais (previstos para Mafra, Portalegre, Grândola, Ourique e Moura) resulta de «constrangimentos no processo de contratação conduzido pela Força Aérea Portuguesa».

Nos próximos três meses, estarão disponíveis «em permanência» 11.161 operacionais, 2.293 equipas e 2.417 veículos. Em caso de necessidade, o dispositivo prevê a mobilização de meios adicionais em 24 horas, que podem chegar a 15.024 elementos, 2.567 equipas e 3.411 viaturas. Estes operacionais são maioritariamente bombeiros voluntários, elementos da Força Especial de Proteção Civil, militares da GNR e membros do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (sapadores florestais e sapadores bombeiros florestais).

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil clarificou que a Diretiva Operacional Nacional (DON) deste ano foca-se apenas nos recursos para o combate, excluindo meios de vigilância e deteção.

Dados provisórios do ICNF revelam que, entre janeiro e junho de 2025, foram registadas 2.459 ocorrências de fogo, resultando em 6.104 hectares de área ardida. Estes números representam um aumento de 647 incêndios e uma duplicação da área ardida em comparação com o mesmo período do ano passado.

O IPMA mantém o risco muito elevado e elevado de incêndio em quase todos os concelhos dos 18 distritos do continente, com a previsão de que o perigo se mantenha elevado pelo menos até ao fim de semana.

Devido ao calor intenso, o IPMA emitiu aviso laranja para oito distritos (Bragança, Évora, Guarda, Vila Real, Santarém, Beja, Castelo Branco e Portalegre) até às 21h00 de hoje, passando depois a amarelo até quinta-feira. Outros distritos, como Braga, Setúbal, Lisboa, Leiria, Aveiro, Coimbra, Porto, Faro, Viana do Castelo e Viseu, também estão sob aviso amarelo por causa do tempo quente, com variações no período.

Entretanto, alguns incêndios recentes já foram controlados ou dominados. O fogo em Pinhel, que mobilizou cerca de uma centena de operacionais, está agora controlado. O incêndio em Aljustrel foi dado como dominado, após ter consumido mais de mil hectares de eucaliptal e pasto, com pelo menos sete bombeiros assistidos. O incêndio de Alvarenga (Arouca) e o de Castelo Branco, que deflagrou no domingo, também já foram controlados e entraram em fase de rescaldo.

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