JUSTIÇA -
Dupla ia a Espanha buscar droga e vendia-a na zona de Braga

Iam ao sul de Espanha buscar droga para vender na zona de Braga. Em Junho de 2020, a PJ de Braga apanhou-os num posto de combustível da Mealhada, com 2,8 quilogramas de cannabis.

Emanuel Félix da Silva, de 30 anos, de Braga – em prisão preventiva – e Luís Miguel Teixeira, de 32 anos, de Nine, Famalicão, foram acusados pelo Ministério Público de tráfico de estupefacientes e falsificação de documentos.

A acusação refere que a brigada anti-droga da PJ havia detectado que Emanuel se deslocava com frequência a Espanha, alugando, para o efeito, dois carros, um para transportar a droga e o outro que ia à frente para dar o alerta em caso de operação policial. Tal terá sucedido pelo menos seis vezes em 2020.

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No caso em apreço, Emanuel terá contactado – através do “WhatsApp” – Luís Miguel que anuiu a transportar a droga. Alugaram dois carros, um Renault Mégane e um Toyota Yaris, e muniram-se de uma declaração – que se concluiu ser falsa – de uma transportadora, autorizando-os a viajar em tempo de pandemia do Covid-19.

Dirigiram-se a Espanha, atravessando a fronteira em Vila Real de Santo António, e, no dia seguinte, a 23 de Junho, fizeram a viagem de regresso a Aveleda, Braga, pela auto-estrada A1.

O veículo Toyota, guiado por Luís, trazia, escondido no local do pneu suplente, um total de 2.84 quilos de cannabis (folhas/sumidades) suficiente para 6.077 doses individuais e um vaso com uma planta de canábis com o peso líquido de 3,01 gramas.

“Os arguidos haviam retirado o pneu suplente, o macaco e a base de esferovite de encaixe do macaco e ferramentas do Toyota Auris, colocando-os na bagageira do Renault, que era conduzido pelo Emanuel Teixeira”, salienta o MP.

Contactado a propósito, o advogado João Ferreira Araújo, que defende Emanuel, disse ao Vilaverdense que o seu constituinte vai confessar o crime, no julgamento agendado para Março em Coimbra, mas sublinhando que trabalhou para uma terceira pessoa, um empresário de Famalicão, sendo este quem encomendava a droga no país vizinho.