Responsáveis nacionais, regionais e autárquicos estiveram reunidos no Campo do Gerês para preparar um protocolo de colaboração e um plano de ação conjunto destinado a valorizar o Parque Nacional da Peneda-Gerês, conciliando turismo e sustentabilidade.
O Campo do Gerês acolheu, no passado dia 10 de fevereiro, uma reunião de trabalho considerada decisiva para o futuro do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG). O encontro foi promovido pelo presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro, Manuel Tibo, e contou com a presença de dirigentes do setor do turismo e dos autarcas dos municípios que integram a área protegida.
Participaram na reunião o presidente do Turismo de Portugal, Carlos Abade, e o presidente da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal, Luís Pedro Martins, bem como os presidentes das câmaras municipais de Arcos de Valdevez (Olegário Gonçalves), Melgaço (Manoel Batista), Montalegre (Fátima Fernandes) e Ponte da Barca (Augusto Marinho).
O principal objetivo do encontro foi o desenvolvimento de um protocolo de colaboração e de um plano de ação turística estruturado, adaptado às especificidades dos concelhos inseridos no PNPG. As entidades pretendem, assim, criar uma estratégia comum que permita potenciar a marca do parque nacional, assegurando simultaneamente a proteção ambiental e a valorização do património natural e cultural.
Durante a sessão foram debatidos vários eixos estratégicos, entre os quais a promoção conjunta do território, a qualificação dos serviços turísticos e a cooperação transfronteiriça com a Galiza, no âmbito da Reserva da Biosfera Gerês-Xurés.
Segundo os participantes, a articulação entre a administração central, a entidade regional de turismo e o poder local demonstra a prioridade atribuída ao PNPG enquanto destino de natureza de referência internacional. O plano de ação, que deverá ser formalizado em breve, prevê o reforço do investimento no território e uma gestão mais equilibrada dos recursos, com o objetivo de garantir que o crescimento do turismo contribui para o desenvolvimento económico das populações locais sem comprometer a integridade do ecossistema.




















