Feira Franca de Amares regressa este fim-de-semana com Sons do Minho e Rebeca e reforço da promoção dos produtos locais

A 81.ª edição da Feira Franca de Amares arranca esta sexta-feira e anima no fim-de-semana, com epicentro no Largo D. Gualdim Pais. Promete três dias de animação, tradição e promoção dos produtos endógenos, num evento que a junta de freguesia de Amares e Figueiredo e o município de Amares pretendem consolidar como uma das principais montras económicas e culturais do concelho.

O cartaz musical volta a assumir destaque, com os concertos de Sons do Minho, esta sexta-feira à noite, e Rebeca, no sábado à noite, complementados por atuações de grupos e artistas locais, reforçando a aposta na identidade cultural amarense.

Na apresentação do programa, o presidente da Câmara Municipal de Amares, Emanuel Magalhães, sublinhou o caráter “abrangente e representativo de todo o concelho” da iniciativa, destacando o trabalho conjunto entre autarquia, juntas de freguesia e associações locais.

“Estamos de mãos dadas para que se torne uma das grandes referências do concelho”, afirmou o autarca, salientando a renovada dinâmica do certame.

Também o presidente da União de Freguesias de Amares e Figueiredo, Ruben Silva, destacou a evolução da feira, defendendo que esta deixou de ser apenas uma festa tradicional para se afirmar como plataforma de promoção económica local.

“Não é apenas uma festa de Amares, envolve produtos de todas as freguesias e cerca de 200 pessoas nos concursos, entre profissionais e não profissionais”, referiu.

PROGRAMA ABRANGENTE 

A Feira Franca mantém a sua forte ligação ao mundo rural, com especial enfoque nos citrinos e nos vinhos, produtos emblemáticos do concelho.

Integram o programa concursos tradicionais de broa, mel, vinho e laranja, a Feirinha das Crianças e as Jornadas dos Citrinos, que continuam a atrair participantes de várias idades.

Entre os momentos mais aguardados destacam-se a garraiada e a corrida de cavalos, no sábado, bem como a Rota da Laranja, no domingo, que deverá mobilizar centenas de participantes.

A edição deste ano marca ainda o regresso da Prova do Lenhador, após duas décadas de interregno, e a realização de uma prova de atrelagem em parceria com a Associação de Paralisia Cerebral de Braga (APCB), reforçando a componente inclusiva do evento.

A animação ficará igualmente a cargo de ranchos folclóricos da Casa do Povo de Amares e das freguesias de Figueiredo, Lago e Goães.

VALORIZAÇÃO E DINAMIZAÇÃO DO TERRITÓRIO

A música assume novamente um papel central na programação, com Sons do Minho na sexta-feira e Rebeca no sábado, num cartaz que integra também artistas locais.

O certame contará com cerca de 30 expositores e tendeiros tradicionais. Como novidade, várias juntas de freguesia irão dinamizar a Praça da Alimentação, promovendo iniciativas gastronómicas e culturais próprias.

Entre os destaques estão eventos como o Festival do Bacalhau de Caldelas, a Festa do Emigrante de São Vicente do Bico e a Festa da Broa da Torre e Portela, reforçando a ligação da feira à identidade das freguesias.

TRADIÇÃO E DESAFIOS COM O ESPAÇO

Os concursos de produtos locais — laranja, broa, mel e vinho — continuam a ser considerados pilares da Feira Franca, tal como a exposição animal, a Feirinha das Crianças e a presença de ranchos folclóricos.

“Esses concursos têm de acontecer sempre, porque são a raiz e a identidade da feira”, sublinhou Ruben Silva.

Apesar do crescimento do evento, a organização reconhece constrangimentos de espaço no centro da vila.

“O Largo D. Gualdim Pais começa a ficar pequeno e este ano perdemos os terrenos das diversões”, admitiu o autarca, referindo a necessidade de reorganizar o recinto e ajustar a circulação.

Perante as limitações atuais, a hipótese de deslocação da feira para o complexo desportivo começa a ser equacionada.

“O campo de futebol pode ser a única solução para alargar a Feira Franca”, afirmou Ruben Silva, reconhecendo que a mudança exigiria adaptação e um processo gradual.

A decisão final ainda não está tomada, mas a autarquia admite que o crescimento do certame poderá obrigar a uma nova configuração espacial nas próximas edições.

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