JUSTIÇA -
Homem que estrangulou mulher em Vieira do Minho transferido para a cadeia de Coimbra

António Manuel Fidalgo, o homem que foi, em Julho, condenado a 19 anos de prisão por homicídio qualificado por ter asfixiado a mulher em Salamonde, Vieira do Minho, pediu para ir para a prisão de Coimbra, que acolhe pessoas condenadas a penas de longa duração.

Instado a comentar o pedido, o seu advogado, João Magalhães, disse que o condenado não pode ficar na cadeia de Braga, já que esta não alberga pessoas com este tipo de condenações.

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«O meu constituinte sempre foi um homem de trabalho e, por isso, cumprirá a pena numa prisão em que possa trabalhar ou mesmo voltar a estudar», explicou.

O jurista salientou que – conforme “O Vilaverdense” noticiou – já decidiu apresentar recurso do acórdão condenatório no Tribunal da Relação de Guimarães, o que só deve suceder em Setembro, após as férias judiciais.

«Recorrerei até ao Tribunal Constitucional por considerar que a acusação foi ilegal, por não ter incluído o relatório da autópsia», sublinhou.

Recorde-se que o Tribunal de Braga deu como provado que, em Março de 2019, na residencial/restaurante que detinham em Salamonde, Vieira do Minho, António Manuel Fidalgo, motorista de profissão, “apertou o pescoço” da mulher, Ana, “causando-lhe a morte por asfixia”.

Concluiu que agiu por não aceitar o divórcio, marcado para o dia seguinte. E que foi motivado por ciúmes e também por sentir que ia ficar sozinho, enquanto ela ficaria com os filhos, a casa, o negócio e também com o alegado amante.

CONFESSOU O CRIME

Como prova, e apesar de o arguido não ter falado e de não haver testemunhas oculares, o Tribunal lembrou que, no interrogatório que lhe foi feito pelo juiz de instrução criminal, ele confessou: “Eu fiz o crime, acho que devo pagar por ele!”.

Disse, ainda, que “ficou cego” após uma discussão entre ambos na lavandaria da pensão, em que ela o terá arranhado na cara.

Os juízes concluíram que o casamento estava em crise, por dificuldades económicas e pelo facto de a vítima se ter envolvido amorosamente com outro homem, um colaborador do restaurante. E que, por isso, as discussões eram constantes, não havendo já coabitação.

Para além da confissão, o Tribunal teve em conta o depoimento dos dois filhos do casal e dos pais da vítima. Condenou-o, por isso, à indignidade sucessória, ou seja, a não participar na herança dos bens do casal e a pagar 250 mil euros, entre indemnizações aos filhos e aos sogros e pensão de alimentos.