Incêndios. Dia de mais incêndios do ano mobiliza mais de dois mil bombeiros no combate às chamas

Esta terça-feira já é o dia com mais incêndios do ano, indica Mário Silvestre, comandante nacional de emergência e proteção civil, num briefing realizado na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, em Carnaxide, ao final da tarde.

«Registamos até ao momento 132 ocorrências, ontem tivemos 124. Um total de 256 ocorrências nos dois dias», afirmou o comandante Mário Silvestre, referindo que mais de dois mil bombeiros foram mobilizados para o combate às chamas.

De todos os incêndios, há 17 que merecem maior preocupação por parte das autoridades, inclusive o de Arouca, que «coloca em risco a população de Castelo de Paiva e Arouca», acrescentou.

PONTE DA BARCA E PONTE DE LIMA AINDA PREOCUPAM

Em Ponte da Barca, o incêndio continua a não dar tréguas. Embora só com uma frente, continuam mobilizados 414 operacionais, apoiados por 134 meios terrestres e dois meios aéreos, prestes a sair do teatro de operações.

Em Ponte de Lima, o incêndio do Monte da Nó, em Rebordões Santa Maria, está ainda ativo e próximo de zonas habitacionais. Arde em área de mato denso e mobiliza cerca de 200 operacionais, 56 meios terrestres e um meio aéreo, aponta a ANEPC.

FALTAM MEIOS?

Questionado sobre as declarações da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, o comandante disse que em causa está «uma complementaridade de recursos» e desvalorizou as palavras: «Não há contradição. (…) Se eu tiver só meios aéreos a trabalhar numa ocorrência e se não tiver depois capacidade para intervir nesse espaço, consolidando o trabalho com forças no terreno, a probabilidade de ter uma reativação é extremamente elevada. O meio aéreo, portanto, em si não resolve».

Ainda assim, ressalvou, não deixa de ser importante o pedido de meios aéreos pesados que vários autarcas têm feito.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, e a ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, deslocaram-se esta terça-feira à sede do organismo para acompanharem a “situação crítica” dos incêndios.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou estar a acompanhar a evolução dos incêndios em permanente contacto com os autarcas, considerando correta a estratégia de proteger as povoações das zonas atingidas pelo fogo.

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