AUTÁRQUICAS -
Iniciativa Liberal quer seguro de saúde municipal e recusa transportes gratuitos em Braga

A cabeça-de-lista da Iniciativa Liberal (IL) à Câmara de Braga quer criar um “seguro de saúde municipal” para que os cidadãos “possam escolher o médico que querem”, de forma a dar resposta às listas de espera e discorda Transportes Públicos de Braga gratuitos. “O dinheiro não cai do céu, nós temos de fazer face ao custo delas”, argumenta.

“Um seguro de saúde municipal, à semelhança da ADSE, para todos, onde os cidadãos poderão escolher o médico que pretendem e desta forma fazermos face à questão das listas de espera, promovermos uma qualidade de vida aqui na cidade”, afirma Olga Baptista.

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A candidata em declarações à Lusa diz, por outro lado, que a mobilidade em Braga “precisa de uma revolução” e critica o actual presidente da autarquia, e recandidato ao cargo, Ricardo Rio (PSD/CDS /PPM/Aliança), afirmando que “não fez nada” para resolver o problema do trânsito na cidade.

“Precisamos de revolucionar a mobilidade aqui na cidade, há muito que fazer e todos temos essa consciência. Quem esteve no executivo já poderia ter feito algo que não fez. Ele [Ricardo Rio] defende o que nós defendemos. Agora, esteve oito anos no executivo e não fez e o PS que teve vereação também não o fez”, considera.

Para a IL, a questão “não é não saber o que é preciso fazer”, mas “ter a coragem para fazer, porque, realmente, mexer na mobilidade, às vezes, cria constrangimentos”.

“Temos de ter a coragem do fazer, explicar aos cidadãos o que é que vamos fazer, porque é que vamos fazer e como vamos fazer, e pedir a colaboração deles para minimizar ao máximo os constrangimentos que vamos causar”, diz Olga Baptista.

Ainda na mobilidade, Olga Baptista declarou ser contra a gratuitidade nos Transportes Públicos de Braga (TUB): “Temos aqui um partido que defende a gratuidade, posso dizer já peremptoriamente que não é a nossa proposta. As coisas têm um custo, o dinheiro não cai do céu, nós temos de fazer face ao custo delas com a melhor qualidade possível ao menor preço”, explica.

Na sua opinião, não é a gratuitidade que vai resolver a situação em que se encontram aquela empresa municipal, já que ninguém quer andar em transportes se vai ficar preso no trânsito ou não puder usufruir de bons horários e de uma rede que responda às necessidades.

A candidata considera, assim, que primeiro é preciso “pensar na base, dar mobilidade, dar comodidade, dar rapidez, não havendo atrasos, circuitos novos e uma relação benefícios-qualidade que as pessoas sintam que é confortável”.