AMARES -
«Marco muito importante na vida da APCB». Lançada esta tarde a primeira pedra das novas instalações e inaugurado o picadeiro

Foi lançada esta tarde, na freguesia de Carrazedo, em Amares, a primeira pedra das novas instalações da Associação de Paralisia Cerebral de Braga. Na sessão, que serviu ainda para inaugurar o novo picadeiro, o Presidente da Direcção da APCB, Luís Gonçalves, destacou ser um «orgulho ter um excelente equipamento que permitirá disponibilizar um serviço de excelência e de referência para todos quanto dele venham a necessitar».

No momento, que assinalou um novo marco quanto às respostas sociais que o Concelho de Amares passa a oferecer a todo o Distrito, estiveram presentes diversas individualidades e entidades dos mais diversos quadrantes e territórios.

«MARCO IMPORTANTE NA VIDA DA APCB»

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Para Luís Gonçalves, o dia é «um marco muito importante na vida da APCB, com o lançamento da primeira pedra das suas futuras instalações, que permitirão criar condições para o alargamento das actuais valências da instituição, mas sobretudo a criação do Lar residencial para pessoas com paralisia cerebral e doenças neurológicas afins, desiderato almejado há muitos anos pelas famílias e cuidadores dos nossos utentes e sonho esse que a APCB se propôs a realizar». 

«Esse sonho é hoje um facto incontestável, numa obra de avultado investimento mas que será uma realidade e encherá de orgulho todos quanto sonharam com este dia. Temos também o privilégio e satisfação de inaugurar o centro hípico da APCB, que tal como as futuras instalações resulta de um sonho das pessoas e entidades ja mencionadas», declarou.

A empreitada, levada a cabo pela empresa Casais SA, tem conclusão prevista para final da Primavera de 2021 e permitirá «disponibilizar aos utentes modernas e funcionais infra-estruturas, podendo a APCB verificar o investimento efectuado através da devida utilização e dinamização», concluiu Luís Gonçalves.

«NÃO É UM PROJECTO APENAS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA, MAS SIM ABERTO À SOCIEDADE»

Abílio Cunha, Presidente da Federação das Associações Portuguesas de Paralisia Cerebral, usou também ele da palavra, tendo-se mostrado «orgulhoso» pelo desempenho destas associações. 

«É um desempenho doloroso, com muito trabalho de bastidores e pouco reconhecido pela sociedade civil. Nesse sentido, é um orgulho e um prazer estar aqui e ver a força destas organizações, que continuam imbuídas neste espirito de fazer cada vez melhor em prol da qualidade de vida das pessoas com paralisia cerebral e das pessoas com deficiência em geral», explanou.

O Presidente da Federação das Associações Portuguesas de Paralisia Cerebral disse ainda que «este não é um projecto apenas para as pessoas com deficiência, mas sim aberto à sociedade. Estou certo de que este sítio irá também servir a comunidade», acrescentando,«as organizações não são nossas, apenas passamos por elas. As nossas responsabilidades passam por deixar o legado a alguém que depois continue o sonho e o projecto das gerações passadas». 

«QUE ESTA CASA SIRVA PARA DAR QUALIDADE DE VIDA A QUEM MAIS PRECISA»

Também o Presidente da Câmara Municipal de Amares, Manuel Moreira, sublinhou a importância do surgimento desta nova valência. «Temos esta nova valência que vai dar resposta ao nosso Concelho mas também ao Distrito. É uma área determinante e uma franja da sociedade que é tantas vezes ignorada. São pessoas com muitas capacidades e que nem sempre lhes é dado o seu valor. O vosso trabalho é fundamental por isso mesmo».

Antes de terminar, o autarca revelou que «neste lançamento da primeira pedra e na inauguração do picadeiro, é um prazer imenso inaugurar algo que venha dar respostas e ajudar sobretudo os mais necessitados. Que esta casa sirva para dar qualidade de vida a quem mais precisam», afirmou.

De seguida, procedeu-se à benção do picadeiro por parte do Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga e a uma pequena visita pelas instalações do mesmo. 

Mais à frente, foi descerrada a placa evocativa do momento, e uma outra com o nome do anterior presidente da direção, José Luís Alves, o principal impulsionador das obras e referido pela mesma razão pelos intervenientes na sessão.