Mobilidade: Presidente de Guimarães reverte acordo anterior e exige reforço do serviço público de transportes

O Presidente da Câmara Municipal de Guimarães anunciou a reabertura do processo negocial com a Guimabus. O objetivo é corrigir o acordo herdado do executivo anterior, garantindo um serviço de transporte público mais abrangente, frequente e financeiramente equilibrado para os cidadãos.

Cumprindo um dos compromissos centrais assumidos com os vimaranenses, o Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, anunciou esta manhã, após a reunião do executivo municipal, a decisão de reabrir o processo negocial com a concessionária Guimabus. A medida visa reforçar estruturalmente a mobilidade no concelho, aumentando a oferta de transporte público e elevando os padrões de qualidade de vida da população.

«Nós vamos reabrir um processo de negociação para melhorar o serviço rodoviário que é prestado aos vimaranenses, tendo em conta as nossas orientações políticas», afirmou Ricardo Araújo.

O autarca sublinhou que as prioridades da sua gestão são claras: «simplificar o acesso, aumentar o número de quilómetros, reforçar a cobertura municipal e aumentar a frequência, incluindo horários noturnos e de fim de semana».

Ricardo Araújo recordou que o executivo anterior havia chegado a um entendimento com a empresa concessionária, mas foi categórico ao afirmar que esse acordo não reflete a visão estratégica atual para o serviço público. «Esse acordo não cumpre a nossa orientação política e é até penalizador para os vimaranenses», explicou.

O ponto mais crítico do acordo anterior prendia-se com a previsão de exclusividade da Guimabus a partir de 2028, o que colocaria em risco a complementaridade com a concessão intermunicipal da CIM do Ave — responsável por cerca de dois milhões de quilómetros percorridos no concelho. «Nós não podemos permitir que essa concessão fique comprometida», frisou o edil, clarificando que o facto de o acordo ainda não estar plenamente afirmado permitiu ao atual executivo reverter o processo e iniciar uma nova fase de diálogo.

Para o Presidente, o futuro passa por um modelo de equilíbrio: «Nem a Guimabus pode ter exclusividade no território, nem a CIM do Ave e o seu operador podem ter exclusividade em algumas linhas. O que temos de fazer é conjugar os dois serviços para oferecer o melhor serviço aos nossos cidadãos».
Apesar da exigência na melhoria do serviço, Ricardo Araújo assegurou que o processo será conduzido com responsabilidade, garantindo a sustentabilidade do operador privado. «Quero que a empresa seja robusta e financeiramente equilibrada, mas isso tem de ser compatível com o objetivo político de melhorar o serviço público de transporte em Guimarães. E disso eu não abdico», garantiu, revelando que a Guimabus já demonstrou total disponibilidade para este novo ciclo negocial.

A reunião do executivo municipal ficou ainda marcada pela discussão e aprovação, por unanimidade, dos 59 pontos da ordem de trabalhos, abrangendo áreas como mobilidade, obras públicas, habitação, apoio às freguesias, entidades participadas e recursos humanos.

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