Movimento estudantil junta 1.000 assinaturas para exigir obras nos campi da Universidade do Minho

O Movimento Dignidade Académica enviou ao reitor da Universidade do Minho, Pedro Arezes, um manifesto, com “perto de 1.000 assinaturas”, a exigir melhores condições nos campi da Universidade do Minho, tanto em Braga como em Guimarães.

Em comunicado, o movimento estudantil lembra que, nas últimas semanas, tem vindo a denunciar as “condições estruturais precárias” dos diversos espaços da universidade, tendo lançado uma campanha pública de recolha de assinaturas para exigir “condições dignas de estudo, trabalho e permanência” na academia minhota.

Entre os problemas denunciados estão “infiltrações recorrentes em salas, corredores e espaços de alimentação, com água a escorrer por paredes e tetos”, “humidade persistente em espaços letivos e falta de isolamento térmico e acústico, principalmente, a última afetando o polo dos Congregados”, “casas de banho frequentemente inoperacionais e com falta de materiais de higiene” e “escassez de equipamentos básicos funcionais de apoio ao estudante”.

O movimento aborda ainda a “falta de acessibilidade física e sensorial aos espaços, e elevadores funcionais”, “parques de estacionamento insuficientes e desorganizado” e “falta de espaços verdes com mobiliário para usufruto por parte dos estudantes, docentes e outros membros do corpus académico”.

“Frequentar o ensino superior já implica exigências académicas, emocionais e financeiras consideráveis. Acrescentar a essas dificuldades a falta de condições estruturais adequadas demonstra uma falha que ultrapassa o simples problema de manutenção, trata-se de uma questão de respeito pela comunidade académica. O ensino público merece mais respeito e melhores condições. Estudar com frio ou em salas com humidade compromete a concentração, o bem-estar e, inevitavelmente, o rendimento académico”, refere o documento.

Contactada pela Lusa, a equipa reitoral da UMinho referiu que está em curso um levantamento “detalhado” das necessidades em todos os espaços da academia, “para agilizar e planear intervenções de forma eficaz e coordenada”.

“Está em curso um levantamento detalhado das necessidades em todos os espaços da academia, para agilizar e planear intervenções de forma eficaz e coordenada. Este esforço pretende garantir condições adequadas de trabalho, estudo e investigação, reforçando o compromisso com a excelência académica e o bem-estar da comunidade”, sublinha a reitoria.

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