O Ministério Público (MP) está a investigar o atropelamento de uma jovem de 17 anos, na Ponte Eiffel, em Viana do Castelo, em maio, em que o condutor se pôs em fuga sem prestar auxílio. Segundo o Jornal de Notícias, o carro era conduzido pela mulher do presidente da Câmara de Esposende, que horas depois foi à PSP.
Conforme então noticiámos, o acidente aconteceu cerca das 08h45 do dia 16 de maio, no tabuleiro da ponte, no sentido Darque-Viana do Castelo. A jovem sofreu múltiplas fraturas, sendo transportada para o Hospital de Viana do Castelo e, mais tarde, transferida para o Hospital de São João, no Porto. Os pais da vítima apresentaram uma queixa nas autoridades, dando origem à investigação do Ministério Público.
Segundo o JN, sabe-se agora que a viatura era conduzida pela mulher do autarca de Esposende, Guilherme Emílio (PSD), que horas depois apresentou-se na PSP.
De acordo com o mesmo jornal, a mulher seguia ao volante da viatura particular do marido e terá dito na PSP, onde se apresentou acompanhada de um advogado, que só à hora do almoço soube que tinha havido um atropelamento na ponte. E foi aí que, relatou às autoridades, percebeu poder sido a responsável pelo acidente, que lamentou.
Em causa poderá estar um crime de omissão de auxílio.
Ao Correio da Manhã, o município de Esposende adiantou que “o presidente da Câmara [Guilherme Emílio] não esteve envolvido em qualquer acidente, nem em Viana do Castelo nem em qualquer outro local e existem naturalmente provas que o comprovam”.
“A tentativa de o associar ao caso assenta em mentiras e uma mera tentativa de ataque ao caráter do presidente da Câmara. Sem prejuízo da confidencialidade do processo, importa esclarecer que o veículo pertencente à esfera privada da família do presidente da Câmara foi referido no âmbito de um incidente rodoviário ocorrido em maio e que se encontra atualmente sob investigação pelo Ministério Público, em regime de segredo de justiça. A identidade do condutor é conhecida das autoridades, e a pessoa responsável prestou os devidos esclarecimentos legais”, refere o esclarecimento, citado pelo CM.












