JUSTIÇA

JUSTIÇA -
MP pede classificação de inimputável para homem que atirou carro contra uma motorizada na faixa contrária em Amares

Share on facebook
Share on twitter

TÓPICOS

Share on facebook
Share on twitter

TÓPICOS

O Ministério Público pediu em julgamento, no Tribunal de Braga, que o homem que, em Amares, projectou, propositadamente, o carro que guiava contra uma motorizada que vinha em sentido contrário, seja considerado inimputável.

Nas alegações finais, a magistrada considerou ter ficado provado que o arguido sofre de perturbações de comportamento, pelo que pediu que seja feita justiça e que seja internado em instituição médica para ser tratado, como já sucede há vários anos. Foi julgado por homicídio na forma tentada e condução perigosa.

Hugo Rafael Veloso, de Braga, com 37 anos, não prestou declarações ao colectivo de juízes. As testemunhas contaram o modo como encontraram o motociclista com ferimentos e um deles relatou que o arguido lhe entrou pelo carro dentro, dizendo que “tinha havido uma desgraça”, e que, a custo, o convenceu a sair.

PUBLICIDADE

SOB EFEITO DE CANÁBIS

Em Julho de 2017, Hugo Veloso guiava, pelas 8h00, um carro numa rua de Dornelas, em Amares sob o efeito de canábis. De repente, e sem motivo aparente, guinou para a faixa de rodagem contrária, apontando, a viatura para uma motorizada, contra quem embateu, derrubando o condutor.

Este ainda tentou escapar ao embate, desviando-se e raspando nas paredes, mas acabou atingido e ferido, com alguma gravidade, pelo automóvel.

Hugo abandonou o local a pé, sem querer saber da sorte da vítima, que ficou com ferimentos e traumatismos vários, e dores permanentes, tendo andado, algum tempo, numa cadeira de rodas. E teve sorte pois a ambulância chegou logo após a colisão, chamada por transeuntes.

CICATRIZES

Conforme noticiámos, a vítima ficou com cicatrizes em todo o corpo e com dificuldades em mexer o punho e uma perna, já que a queda lhe afectou um joelho.

A acusação diz que o arguido sabia que não podia conduzir sob o efeito da canábis e que saiu do local sem acudir ao ferido, mas lembra que, nos últimos anos, evidencia um quadro mental perturbado, com anomalia psíquica, doença de que tem sido tratado. E que, por isso, não mede as consequências dos seus actos.

Assim, e por razões de segurança, o MP requer que seja declarado inimputável e que seja internado numa instituição psiquiátrica para ser tratado, por tempo a determinar.

Share on facebook
Partilhe este artigo no Facebook
Share on twitter
Twitter
COMENTÁRIOS
OUTRAS NOTÍCIAS