Norte 2030 já aprovou 124 projetos culturais e patrimoniais no valor de 58,7 milhões de euros

Um ano após o lançamento do Plano de Ação Regional para a Cultura Norte 2030, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Norte apresentou esta terça-feira, na Igreja do Mosteiro de Santo André de Rendufe, em Amares, o primeiro balanço da aplicação dos fundos do Norte 2030 no domínio do Património e da Cultura.

Neste âmbito, estão já aprovados 124 projetos, correspondendo a um investimento de 58,7 milhões de euros, e 39 projetos adicionais encontram-se em fase de aprovação, totalizando mais 11 milhões de euros de investimento.

De acordo com a CCDR-Norte, “este esforço de financiamento representa um aumento sem precedentes da política cultural regional, distribuído por nove linhas de apoio lançadas entre 2024 e 2025, que abrangem desde a valorização do património cultural e imaterial, à modernização de infraestruturas culturais, à digitalização do património, ao reforço do sistema regional de cultura e à criação de novas rotas culturais, incluindo a Rota da Arte Contemporânea, desenvolvida em parceria com a Fundação de Serralves”.

Para o presidente da CCDR-Norte, António Cunha, “estes resultados demonstram a maturidade das instituições culturais da região e a relevância da Cultura como motor de desenvolvimento. O Norte 2030 está a concretizar uma visão em que o património, a criação artística e a inovação cultural se afirmam como pilares do futuro económico e social do Norte”.

Por sua vez, o vice-presidente Jorge Sobrado sublinha que “este plano de ação constitui um marco de compromisso da Região Norte com a Cultura – um compromisso de pensamento estratégico e de financiamento. A Cultura deixou de ser um apêndice ou uma ausência nas políticas de desenvolvimento regional, a Norte. Dispõe de apostas estruturantes, de um tecido institucional forte e de meios para os apoiar”.

O evento contou ainda com a assinatura de um protocolo com a Fundação de Serralves, no âmbito da Rota da Arte Contemporânea, e com o debate “Cultura e Coesão”, que reuniu Ana Filipe, vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa; Gonçalo Amorim, diretor artístico do Teatro Experimental do Porto, e Varico Pereira, vice-presidente da Confraria do Bom Jesus. A conversa foi moderada por Jorge Sobrado.

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