Assegurar uma «gestão autárquica participada, privilegiando a facilidade no acesso aos serviços e à informação», é uma das bandeiras do cabeça de lista da CDU à Câmara de Amares, Nuno Reininho, nestas eleições autárquicas. O candidato comunista defende que o concelho precisa de uma «cultura de fiscalização cidadã dos atos de gestão» do município.
Em síntese, de forma resumida, quais são as principais prioridades da candidatura?
Assegurar uma gestão autárquica participada, privilegiando a facilidade no acesso aos serviços e à informação, como forma de prestar um serviço aos amarenses que seja efetivamente democrático e vá ao encontro das suas necessidades, aspirações e interesses. Implementar um modelo de gestão descentralizado com valorização do papel das freguesias. Fomentar o envolvimento planificado do movimento associativo, dotando coletividades, associações e clubes com os meios necessários para uma efetiva dinamização da oferta social, cultural e desportiva.
Promover uma política de habitação acessível através da construção de habitação pública (construir 70 fogos no mínimo). Pressionar o Estado central para que sejam criadas novas salas de creche e para que sejam garantidos médico e enfermeiro de família a todos os amarenses. Assumir como prioritárias a gratuitidade gradual dos transportes públicos (ao longo do mandato), as formas de mobilidade ágil que assegurem a cobertura de todo o concelho com qualidade e horários abrangentes. Zelar pelo apoio às populações carenciadas e pelo acompanhamento dos cidadãos idosos e/ou em situação de dificuldade ou abandono.
O que é mesmo imprescindível fazer em Amares no próximo mandato?
Assegurar a rápida requalificação da Escola Secundária de Amares. Rever extraordinariamente o PDM para possibilitar a implantação de novas indústrias (lotes sob gestão autárquica) e a construção de 70 fogos em regime de habitação pública acessível. Definir de forma clara as competências de cada estrutura municipal, dotando-as dos meios necessários. Assegurar mais 75 vagas públicas de creche. Adquirir dois autocarros para apoio às coletividades e escolas, evitando o recurso dispendioso a empresas externas e contribuindo para a coesão territorial graças ao transporte dos jovens munícipes (e não só) que habitam nas freguesias mais periféricas.
Elaborar um plano plurianual de investimentos para requalificação e reparação de escolas e outros equipamentos públicos. Reforçar a oferta de atividades extra-letivas de natureza inclusiva. Criar um roteiro estruturado da oferta turística, cultural e gastronómica do concelho. Assegurar a requalificação das margens do rio Cávado e do rio Homem em coordenação com a construção das respetivas ecovias (1.000 metros por ano).
Se for eleito, qual será a primeira medida a tomar?
Ouvir os amarenses e os trabalhadores da autarquia para assegurar que a ação do executivo vai ao encontro das suas necessidades, integra os seus contributos e cria uma cultura de fiscalização cidadã dos atos de gestão (esta iniciativa terá caráter anual).
Por que devem os amarenses votar em si?
Porque, para além do compromisso de uma gestão autárquica transparente, que priorizará o interesse público e promoverá a participação popular, liderarei o executivo incentivando a monitorização do poder por parte dos amarenses (processos de auditoria popular). Porque tudo farei para assegurar o indispensável investimento do município e do Estado central: nos transportes; na manutenção do parque escolar, para que as nossas crianças e jovens tenham acesso a uma educação de ainda maior qualidade; nas áreas da saúde e ação social, garantindo acesso universal e qualidade.
Porque zelarei pelo desenvolvimento sustentável, através da proteção ambiental, da mobilidade suave, da utilização de energias renováveis (desde logo nos edifícios públicos) e de programas de recolha de resíduos urbanos que otimizem a reciclagem e reutilização.
Porque, na esfera da cultura e do desporto lutarei pela universalização do acesso e pela sua gratuitidade. Porque, em todas as ações, pugnarei pela coesão territorial (apoiando zonas mais vulneráveis) como forma de reduzir assimetrias dentro do município.












