O PCP viu chumbadas as propostas de alteração ao Orçamento do Estado para 2026 que pretendia a resolução de “problemas estruturais” que afetam o concelho de Guimarães e a região de Braga. Acusa o PS de conivência com a direita.
Em comunicado, a Comissão Concelhia vimaranense dos comunistas especifica que as propostas chumbadas foram a da criação de acesso de ambulâncias ao Hospital de Guimarães, a requalificação “urgente” da EN 101, que une Guimarães a Braga, e a ligação ferroviária direta entre as duas cidades.
A proposta da criação do acesso para ambulâncias ao hospital que, de acordo com o PCP, permitiria “uma chegada mais rápida e segura ao serviço de urgência, com uma relação custo-benefício indiscutivelmente gigantesca”, acabou rejeitada com os votos contra de PSD e CDS, abstenção de PS e IL.
Já a requalificação urgente da EN 101 – “uma necessidade imperiosa” -, cujo “percurso sinuoso de montanha com curvas e contracurvas constantes que no inverno se tornam particularmente perigosos”, registando “índices de sinistralidade muito elevados a que correspondem graves custos económicos e sociais”, foi chumbada com os votos contra de PSD, CDS e IL, abstenção de PAN e PS.
Refira-se que PCP propunha, ainda, “a manutenção urgente, a instalação dos sistemas de proteção e segurança rodoviária em falta, bem como os estudos necessários para a construção de variantes nas zonas urbanas”.
Com os votos contra de PSD e CDS, abstenção de PS, foi rejeitada a ligação ferroviária direta entre Braga e Guimarães, que os comunistas dizem ser “uma medida estruturante para a mobilidade regional”.
“Esta ausência de ligação direta constitui um incompreensível absurdo ferroviário e demonstra a falta de planeamento estratégico para o transporte ferroviário no distrito de Braga”, sublinha a Concelhia do partido.
CONIVÊNCIA POLÍTICA DO PS
Os comunistas são muito críticos da posição assumida pelos socialistas: “O papel do PS é particularmente revelador da conivência com a política de direita.”
“A abstenção sistemática do Partido Socialista funciona como um mecanismo de facilitação do bloqueio das propostas necessárias para Guimarães, enquanto permite que IL e CHEGA se finjam de oposição ao Governo”, afirma a Concelhia comunista.
Face estes chumbos, o PCP diz “manter-se firme na apresentação de medidas concretas para melhorar as condições de vida dos vimaranenses”.
Sublinha que a rejeição das propostas pelo Governo e pela maioria parlamentar demonstra que “a prioridade não está na resolução dos problemas das pessoas, mas nos interesses do grande capital”.












