PAÍS -
PCP ponderou não realizar a Festa do Avante

O PCP terá ponderado não realizar a edição deste ano da Festa do Avante, que se realiza este fim de semana na Amora, Seixal.

Segundo noticia o Diário de Notícias, essa possibilidade começou a ser discutida entre meados de Março até Maio e envolveu toda a estrutura do partido, desde o Comité Central até às bases.

A discussão interna terá no Secretariado do Comité Central, o órgão mais restrito do PCP e onde tem assento o responsável máximo pela realização do Avante, Alexandre Araújo. O debate terá continuado pela estrutura abaixo, passando pelas organizações regionais até chegar às bases, onde se insere a comissão interna que trata em exclusivo da organização do evento. O processo de auscultação terá depois feito o percurso inverso, de baixo para cima.

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Segundo o Diário de Notícias, o PCP terá tomado uma decisão final sobre a Festa do Avente numa reunião do Comité Central a 16 de Maio. 

Esta terá sido tudo menos unânime, com os diferentes membros a defenderem diferentes opções. Terá havido até quem sugerisse que a festa não se realizasse de todo e alguns propuseram que se devia resumir ao comício final, que acontece sempre no domingo. Mas a opção de fazer o Avante em tempos de pandemia acabou por vencer, tendo ficado desde logo definido que se trabalharia conjuntamente e em permanência com a Direçcão-Geral da Saúde (DGS).

A DGS divulgou  no início desta semana o parecer que define as medidas que a organização têm de tomar para que o evento se realize com segurança. Estas incluem salas de isolamento, uma lotação específica para cada espaço, lugares sentados e uso obrigatório de máscara. Foi ainda desaconselhado o consumo de álcool, cuja venda será proibida a partir das 20h00.

A lotação máxima de 16.563 pessoas em simultâneo no recinto criou um problema com os bilhetes, à venda desde o ano passado. 

Contactado pelo Público, o PCP não quis adiantar quantas Entradas Permanentes (EPs) vendeu até agora, mas admitiu a possibilidade de o número de entradas vendidas ser superior ao número estabelecido pela DGS. O partido não pretende, contudo, parar a comercialização de EPs.