PGR alerta para burla informática em nome da Autoridade Tributária através de mensagens falsas

A Procuradoria-Geral da República (PGR) alertou para uma nova campanha de burla informática que está a circular através da “expedição massiva” de mensagens por WhatsApp e correio eletrónico, nas quais são exigidos pagamentos de alegadas dívidas à Autoridade Tributária e Aduaneira.

Segundo informação divulgada pela PGR, trata-se de um esquema fraudulento que tem vindo a ser detetado desde as últimas semanas de março e que visa convencer os destinatários de que possuem dívidas em atraso, pressionando-os a proceder ao pagamento de forma urgente.

As mensagens são enviadas de forma indiscriminada para inúmeros destinatários e utilizam frequentemente números ocultos ou cartões telefónicos pré-pagos. Os conteúdos incluem ligações (‘links’) que direcionam as vítimas para páginas falsas, onde são apresentados dados fictícios sobre alegadas dívidas e instruções de pagamento, muitas vezes com referências a “penhora” para aumentar a sensação de urgência.

A PGR explica que, ao aceder a esses sites fraudulentos, a vítima é inicialmente levada a introduzir o seu Número de Contribuinte e códigos pessoais de acesso. Posteriormente, são exibidas informações falsas sobre valores em dívida, acompanhadas de opções de pagamento via Multibanco ou ‘homebanking’, bem como mensagens como “Expira hoje” ou “Pagar Agora”, com o objetivo de induzir decisões rápidas e pouco refletidas.

A autoridade judicial sublinha que este tipo de burla já foi identificado anteriormente em campanhas semelhantes, envolvendo a simulação de dívidas a várias entidades públicas e privadas, incluindo a EDP, a Segurança Social e o Serviço Nacional de Saúde.

No caso agora identificado, foi também detetada uma página fraudulenta alojada num servidor associado ao fornecedor Porkbun LLC, nos Estados Unidos, gerido por uma entidade que permite ocultar dados de identificação dos seus utilizadores, dificultando a identificação dos responsáveis.

A PGR alerta a população para não responder a estas mensagens, não clicar em links suspeitos e não introduzir dados pessoais em páginas não oficiais, recomendando a verificação de qualquer alegada dívida diretamente através dos canais oficiais das entidades competentes.

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