Póvoa de Lanhoso: Integrada nas Festas de S. José, exposição dedicada a José Augusto Távora inaugura no Theatro Club

A Galeria de Exposições do Theatro Club, na Póvoa de Lanhoso, recebe a partir de 14 de março, às 16h00, a inauguração de uma exposição dedicada ao pintor José Augusto Távora, integrada na programação das Festas de S. José.

A mostra reúne 23 obras do artista, algumas pertencentes ao Município da Póvoa de Lanhoso e outras cedidas por colecionadores particulares, permitindo ao público conhecer parte significativa do percurso artístico de Távora e a sua ligação à vila minhota.

Natural de Lisboa, José Augusto Távora encontrou nas Terras da Maria da Fonte o seu lar durante várias décadas, período em que produziu diversas obras inspiradas nas paisagens, nas gentes e na história local.

Entre os trabalhos mais emblemáticos destaca-se o pano de boca de cena do Theatro Club, que retrata a vila no início do século XX, bem como a pintura da heroína Maria da Fonte, realizada no então Clube Povoense e que se tornou uma das representações mais icónicas da figura para os habitantes da Póvoa de Lanhoso.

A exposição pretende, assim, divulgar o legado artístico de Távora e a relação profunda que manteve com a sua terra de adoção, onde viveu entre a década de 1930 e 1956.

As obras estarão patentes ao público até 17 de abril, podendo ser visitadas de terça a sexta-feira, entre as 9h30 e as 13h00 e das 14h30 às 18h00. Durante o período festivo, a galeria terá também horários especiais, estando aberta no dia 15 de março entre as 15h00 e as 18h00 e nos dias 19, 21 e 22 de março entre as 10h00 e as 12h30 e das 14h30 às 17h30.

Um artista marcado pela ligação à Póvoa de Lanhoso

Nascido a 20 de novembro de 1891, na freguesia dos Anjos, em Lisboa, José Augusto Távora frequentou a Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, onde conviveu com alguns dos mais destacados artistas portugueses da primeira metade do século XX, entre eles Abel Manta.

Para além da pintura, dedicou-se também às artes cénicas, criando cenários que marcaram a atividade teatral local.

Durante o período em que viveu na Póvoa de Lanhoso, Távora produziu uma vasta obra, desde estudos rápidos a pinturas de grande detalhe, registando paisagens, figuras populares e episódios da história e cultura locais. Residia com a esposa, Elvira da Silva Braga, no lugar da Portela, sendo recordado pela população pela sua simplicidade e simpatia.

O artista faleceu a 16 de agosto de 1956, vítima de doença oncológica, e encontra-se sepultado no cemitério municipal da vila. Na década de 1990, a Câmara Municipal prestou-lhe homenagem ao atribuir o seu nome à rua onde residiu, perpetuando a memória de um criador que marcou a história cultural da Póvoa de Lanhoso.

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