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PS preocupado com aumento do desemprego em Amares

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O PS mostra-se preocupado com o aumento do desemprego em Amares e deixa críticas à Câmara Municipal, considerando que, «ao contrário do que anuncia», o Município «nada faz que possa dinamizar a economia local, vendo empresas como meros contribuintes de impostos, colocando-os nas suas próprias mãos».

Há dias, aquando da aprovação do último Orçamento, a vereadora do PS, Valéria Silva, já tinha alertado que o documento «não tem nenhuma medida ou plano para apoiar as empresas e as famílias na sua situação de desemprego», o que considerou na altura «muito estranho, dado o momento difícil que se atravessa».

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Esta segunda-feira, em comunicado, a Concelhia liderada por Pedro Costa refere que o Concelho de Amares «tem mais desemprego do que há um ano, encontrando-se em contraciclo com a esmagadora maioria dos Concelhos do distrito de Braga, que conseguiram baixar as suas taxas de desemprego».

Por isso, o PS elenca um conjunto de propostas, nomeadamente negociar melhorias nos parques industriais existentes para «garantir mais qualidade e modernidade», projectar um parque industrial municipal de modo a que o Concelho «possa ser mais atractivo e competitivo» na região, criar um local para incubar pequenas empresas e ideias de negócio e apoiar e acompanhar os jovens empreendedores.

Os socialistas propõem ainda que seja criado um sistema de incentivos ao emprego local e insistem na necessidade de classificar todo o território de Amares como de “baixa densidade” para obter outras condições competitivas de financiamento, assim como a criação de um gabinete técnico que apoie os empresários locais à expansão dos seus negócios, ajudando-os, por exemplo, a preparar projectos no quadro 2030.

«Criar a marca “InovAmares” e uma equipa responsável e capaz na sua dinamização, tendo como principal propósito atrair empresas com elevado grau de investimento em I&D e apoiar as existentes a concorrer a projectos de I&D; promover dinâmicas de trabalho em equipa, liderança, planeamento em contexto escolar, afectando fundos em actividades extracurriculares que os pais reconheçam como válidas; e participar activamente no crescimento da Universidade existente no concelho e incentivar esta ou outras a abrirem novos polos, com outras especialidades técnicas, nomeadamente tecnológicas» são outras das medidas propostas.

PAPEL DA CÂMARA

No comunicado, o PS lembra que «desemprego gera pobreza» e refere que, em face disso, «a autarquia recorre aos apoios sociais para acudir aos casos graves e poder cobrar o devido favor».

«Os apoios sociais são muito importantes e necessários, mas não alteram em nada a situação das famílias se a Câmara não tomar medidas preventivas e pró-activas para a economia local. O orçamento da autarquia assenta na já conhecida política deste executivo: “Dá o peixe, mas não ensina a pescar”. Dar o peixe continuamente gera dependência e submissão, para além de injustiça», aponta.

Para os socialistas, «o objectivo comum deve ser o de construir um concelho de gente independente, esclarecida e reivindicativa com os seus direitos», defendendo a criação de «um concelho onde as empresas são valorizadas e contribuem para a coesão social, onde as ideias inovadoras são incentivadas e valorizadas».

«Por outro lado, aumentar os postos de trabalho na Câmara Municipal – como está a acontecer – não pode ser a solução. Em primeiro lugar, porque esses postos deviam ser atribuídos por concurso público, perante as necessidades da autarquia. Em segundo lugar, porque torna a Câmara Municipal de Amares num dos maiores empregadores do concelho, o que é irresponsável e altamente perigoso para a democracia local», frisa a estrutura local do PS.

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