A Polícia de Segurança Pública (PSP) celebra hoje, 2 de julho de 2025, o seu 158.º aniversário. Desde a sua génese, com os “Quadrilheiros” em 1383, até à criação da Polícia Cívica em 1867, a força de segurança «tem sido um pilar na defesa da legalidade democrática e na garantia da segurança interna e dos direitos dos cidadãos», garante a mesma, em comunicado.
A estrutura da PSP é vasta e diversificada, como a mesma explica. Além da Direção Nacional, inclui dois estabelecimentos de ensino – o Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna (ISCPSI), para formação superior, e a Escola Prática de Polícia (EPP), de cariz profissional. Conta ainda com um instituto público dedicado à ação social complementar (Serviços Sociais) e um total de 470 unidades e subunidades operacionais, distribuídas por dois Comandos Regionais (Madeira e Açores), dois Comandos Metropolitanos (Lisboa e Porto) e 16 Comandos Distritais.
A PSP dispõe também de uma Unidade Especial de Polícia, composta por diversas valências, como o Corpo de Intervenção, o Grupo de Operações Especiais, o Corpo de Segurança Pessoal, o Centro de Inativação de Explosivos e Segurança em Subsolo e o Grupo Operacional Cinotécnico.
A sua responsabilidade territorial abrange as Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto, as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, todas as capitais de distrito e as grandes cidades e vilas do país. As atribuições da PSP são múltiplas, incluindo: Policiamento de Proximidade, Prevenção e Segurança Rodoviária, Patrulhamento e Segurança Pública, Investigação Criminal, Proteção Ambiental e Segurança de Grandes Eventos.
Adicionalmente, possui atribuições específicas e exclusivas como o Controlo de Armas e Explosivos, o Controlo da Atividade de Segurança Privada, o Ponto Nacional de Informações sobre Desporto, a Segurança Aeroportuária, o Controlo da Fronteira Aérea e a Segurança e Proteção Pessoal a Altas Entidades.
«A PSP destaca-se pelo seu pioneirismo», refere a mesma. Foi a primeira Força de Segurança a incorporar mulheres nos seus quadros, em 1930, inicialmente em funções de apoio. Em 1972, formou o primeiro curso de polícias femininos com funções operacionais, com 200 mulheres.
Em 1992, a PSP foi novamente pioneira ao integrar a primeira missão internacional de paz portuguesa, enviando um contingente para a missão da ONU na Jugoslávia (UNPROFOR CIVPOL).
Atualmente, a PSP é responsável pela segurança quotidiana de mais de 5 milhões de cidadãos, abrangendo 68% da população residente e flutuante de Portugal. Com cerca de 20.000 polícias e mais de 600 profissionais de carreiras técnicas, a instituição «orgulha-se da crescente qualificação dos seus quadros», vinca.
Cerca de 5.200 polícias têm menos de 35 anos e 11% do efetivo policial é constituído por mulheres.
Em 2024, no âmbito das novas competências de controlo de fronteiras e estrangeiros, a PSP assegurou o controlo de mais de 20 milhões de passageiros, concedeu mais de 600 mil vistos e realizou cerca de 1.700 recusas de entrada em território nacional.
Foram ainda concretizados 144 afastamentos e 146 escoltas policiais no contexto da gestão de fronteiras.
Nos aeroportos portugueses, sob responsabilidade da PSP, registaram-se mais de 70 milhões de movimentos de passageiros ao longo do ano, o equivalente a sete vezes a população residente em Portugal. A presença da PSP nestes pontos estratégicos é «crucial para garantir controlo, confiança e reputação internacional, num trabalho articulado com os sistemas europeus de segurança», destaca.
O 158.º aniversário da PSP está a ser assinalado com vários eventos, incluindo um Seminário Internacional, um concerto da Banda Sinfónica da PSP, uma exposição fotográfica da atividade da PSP e uma cerimónia religiosa. As celebrações encerram hoje à tarde com uma Cerimónia Policial na Direção Nacional.
A PSP expressa «o seu reconhecimento a todos os profissionais que serviram e servem a instituição, sublinhando que é com eles que se constrói a confiança da sociedade e a segurança de Portugal», termina.











