Texto: Gabriela Martins, presidente da Juventude Socialista de Amares
As próximas eleições presidenciais não são apenas um ato eleitoral, mas um momento decisor para o futuro da nossa democracia. Por isso, votar em António José Seguro não corresponde ao voto num partido ou numa ideologia, mas constitui, sim, um ato de responsabilidade cívica.
O Presidente da República é quem garante o respeito pela Constituição e arbitra os conflitos instrucionais, defendendo aqueles que devem ser os valores fundamentais do regime democrático.
O confronto entre António José Seguro e André Ventura é muito mais do que uma disputa entre dois candidatos e em nada se assemelha às eleições entre Mário Soares e Diogo Freitas do Amaral, em 1986. Hoje, aquilo com que nos deparamos é um confronto entre visões totalmente distintas para o país: por um lado, a defesa da democracia institucional, com respeito pelas instituições, liberdade vivida com responsabilidade e o poder político exercido com limites; por outro, uma candidatura que assenta no ataque à confiança institucional e no conflito permanente, através de um projeto polí?co que semeia o medo e a desconfiança. Um discurso que precisa de inimigos constantes para sobreviver, baseando-se numa estratégia consciente de desgaste da democracia constitucional.
António José Seguro representa uma visão para o país que muitos de nós valorizamos. Entende a política como serviço público e não como palco. Valoriza a construção da democracia através do diálogo, do respeito e do compromisso, mesmo perante as divergências. Defende que a liberdade política só é plena quando é acompanhada de justiça social, igualdade de oportunidades e dignidade humana.
Estas presidenciais não representam a vitória de um partido. O voto à esquerda não traduz apenas a adesão a uma ideologia ou a simpatias partidárias. O voto em Seguro, nesta segunda volta, simboliza a democracia contra o autoritarismo disfarçado e o respeito inabalável pela Constituição.
Enquanto jovem, preocupa-me a ideia repetida de que “são todos iguais” ou que “querem todos o mesmo”. A história ensina-nos exatamente o contrário: é quando desistimos da política que abrimos espaço para aqueles que não acreditam nela. A apatia, a indiferença e o mutismo têm consequências que podem, de facto, ser irreversíveis e prejudicar-nos a longo prazo.
Votar é necessário! É tempo de afirmar que não seremos condescendentes com o ódio ou com a discriminação, é tempo de garantir a coesão social com base no respeito pelos mais vulneráveis e no compromisso coletivo. Aos jovens, deixo o apelo para que não fiquem em casa. A democracia precisa, mais do que nunca, da nossa participação, da nossa exigência e do nosso exemplo.
Portugal merece um Presidente agregador e moderado, que defenda a democracia sem ambiguidades e assegure um futuro promissor para as novas gerações.












