AUTÁRQUICAS -
Teresa Mota (LIVRE) defende criação de ciclovias nas principais avenidas de Braga

A candidata do LIVRE à autarquia bracarense, Teresa Mota, reuniu com os dirigentes da associação Braga Ciclável, Victor Domingos, Luís Tarroso Gomes e Sara da Costa. Da conversa resultou uma “sintonia” de opiniões entre os participantes, em que se destaca “a necessidade de alterar o paradigma de mobilidade actualmente existente no município de Braga”.

 “A mobilidade deve ser entendida como uma forma de permitir uma maior proximidade dos munícipes entre si e aos locais de trabalho, estudo, habitação e lazer, afirmou, no final do encontro, a cabeça-de-lista do LIVRE, Teresa Mota.

 Candidata defendeu a necessidade de “uma séria aposta na mobilidade pedonal, em bicicleta e nos transportes públicos não movidos a combustíveis fósseis, permitindo assim que as deslocações nas actividades diárias dentro do município passem a ser mais fáceis e rápidas, mais seguras e mais ecológicas”.

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Algumas propostas consideradas prioritárias pela Braga Ciclável para que seja implementada uma “mobilidade verdadeiramente sustentável” no município de Braga foram secundadas pela candidata e farão parte do programa do LIVRE às próximas eleições autárquicas, como a adopção da Visão Zero para o município, implicando a redução da velocidade, o aumento do número e área de zonas 20 e 30 km/h e prioridade para peões e bicicletas; a semaforização e a complementar implementação de ciclovias nas principais avenidas da cidade (António Macedo, Padre Júlio Fragata e Frei Bartolomeu dos Mártires), “ponto de partida para a efectivação de uma rede ciclável” e incentivos municipais à aquisição e utilização de bicicletas.

MAIS VIAS PEDESTRES

Outras medidas relativas ao desenvolvimento da mobilidade suave no município que fazem parte do programa eleitoral do LIVRE defendido por Teresa Mota, passam por aumentar as zonas exclusivas para peões e outros modos suaves de deslocação; contemplar a existência de vias cicláveis e vias pedestres sempre que haja requalificação de vias rodoviárias, incluindo as que ligam localidades próximas; desenvolver e apoiar campanhas de educação rodoviárias com particular ênfase nas escolas.

Por sua vez, os dirigentes da Braga Clicável assinalaram que “o actual poder autárquico pouco tem feito neste campo, teimando em não considerar as propostas apresentadas pela associação”, nomeadamente uma Proposta para uma Mobilidade Sustentável que data de 2013 e que alertava para a necessidade de criar eixos prioritários para uma rede ciclável, nomeadamente entre a estação de comboios, o centro da cidade e o Campus de Gualtar da Universidade do Minho, e a instalação de estacionamentos adequados para bicicletas.

 

Legenda: Teresa Mota (segunda a contar da esquerda) com responsáveis da Braga Ciclável