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Tribunal de Braga julga casal que se fazia passar por agente imobiliário para furtar dinheiro das rendas

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Faziam-se passar por agentes imobiliários e alugavam apartamentos que lhes não pertenciam e ficavam com o dinheiro dos arrendatários. O casal, Maria do Sameiro Gomes e Alexandre Pires vai ser julgado no Tribunal de Braga pela prática de quatro crimes de burla.

A acusação do Ministério Público diz que a arguida “engendrou um esquema fraudulento que passava por se apresentar em sites e nas redes sociais como agente mediadora do ramo imobiliário, sem ter licença para tal, para angariar clientes interessados em alugar um apartamento e levá-los a entregar dinheiro a título de reserva. Para tal, em 2017 começou a publicar anúncios de aluguer de apartamentos, tendo um deles atraído uma cidadã brasileira, de nome Marceline, que viria para Portugal em janeiro de 2018. O arguido Alexandre contactou-a de volta dizendo que o apartamento ficava em S. Vicente, era do tipo t2 e que a renda era de 500 euros mensais. Para o reservar tinha de enviar mil euros adiantados, mais 250 para a sua comissão. O que ela fez, através de duas transferências bancárias. Para melhor a iludir, o casal mandou-lhe uma ficha de reserva e marcou o dia 25 de janeiro para a feitura do contrato de aluguer.

Ao chegar a Braga, a vítima contactou os arguidos, mas estes não atenderam o telefone. Depois de muita insistência, a imigrante lá conseguiu chegar à fala com o casal, tendo este, no dia 29, ido com ela a S. Vicente, à porta de um prédio onde ficaria o apartamento, mas dizendo-lhe que, afinal só estava pronto em março. E queria mostrar-lhe outro apartamento, o que ela rejeitou pedindo a devolução do dinheiro o que também nunca aconteceu.

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Em agosto de 2018, o casal fez o mesmo a um cidadão espanhol, António jesus, que queria alugar um apartamento porque vinha para estagiar na Universidade do Minho. Utilizando outro site, propuseram-lhe o aluguer de um andar por 450 euros por mês, e pediram-lhe dois meses adiantados de renda, 900 euros, o que ele aceitou. Veio a concluir que o nome da empresa usada, a Movimóveis era falso, o mesmo sucedendo com a morada e os contactos. A seguir, fez o mesmo a outro cidadão, a quem «sacou» outros 400 euros. A burla atingiu, ainda, uma quarta pessoa, um outro brasileiro, que deu 50 euros de sinal para alugar um apartamento, mas no dia aprazado para a entrega das chaves, ninguém apareceu.

Agora, a arguida responde por quatro crimes de burla (um em coautoria) e ele por um de burla.

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