O concelho de Vieira do Minho celebrou o Revolução dos Cravos com uma cerimónia solene que aliou evocação histórica, homenagem e reflexão sobre os desafios atuais da democracia.
As comemorações tiveram início com o hastear das bandeiras Nacional, Municipal e da União Europeia, acompanhado por uma guarda de honra assegurada pelos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho e pela Polícia Municipal. O momento foi assinalado pela interpretação do Hino Nacional, “A Portuguesa”, pela Sociedade Filarmónica local, num ambiente de respeito e simbolismo.
Seguiu-se a deposição de uma coroa de flores no Monumento aos Combatentes, numa homenagem aos antigos militares vieirenses e aos protagonistas de Abril, evocando o contributo de todos os que lutaram pela liberdade.
A sessão solene decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho e contou com intervenções do presidente da Assembleia Municipal, do convidado de honra, o tenente-general Luís Nelson Santos, e dos representantes das bancadas municipais, que sublinharam a relevância histórica e contemporânea do 25 de Abril.
Na sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal, Filipe de Oliveira, destacou o carácter estruturante da data, considerando-a “uma marca da nossa História coletiva” e um momento em que “Portugal reencontrou a sua voz”. O autarca alertou ainda para os desafios atuais, defendendo a necessidade de proteger e fortalecer a democracia através da participação cívica e do respeito pelas diferenças.
Um dos momentos mais marcantes da cerimónia foi a homenagem ao Mestre Adelino Ângelo, distinguido com a Medalha de Honra do Município, Grau Ouro. A distinção foi entregue por Filipe de Oliveira, sendo igualmente atribuído um diploma pelo presidente da Assembleia Municipal, António Lobo Gonçalves. Na ocasião, o autarca destacou o percurso do artista, afirmando que “não criou apenas arte — criou consciência”, valorizando o seu contributo para a reflexão social.
A sessão incluiu ainda um momento musical com a interpretação de “Grândola, Vila Morena”, canção emblemática associada à Revolução, reforçando o simbolismo da celebração.
As comemorações prolongaram-se ao longo do dia com o I Encontro de Bandas Filarmónicas, num programa que reafirmou o 25 de Abril como um momento de memória, união e renovação do compromisso coletivo com os valores da liberdade e da democracia.












