Voluntariado. Missão Amar(es) volta a Chibuto para “fazer a diferença”

O projeto de voluntariado internacional “Missão Amar(es)”, criado a partir do clube de voluntariado do Agrupamento de Escolas de Amares, inicia este sábado uma nova jornada de 23 dias de trabalho no município de Chibuto, em Moçambique, tendo este ano um enfoque especial na dinamização de uma ambulância e na saúde materna.

O grupo de 2025 é composto apenas por mulheres: as alunas do 12º ano Leonor Campelo e Leonor Fortunato, as ex-alunas Vânia Priscila (enfermeira) e Rute Duarte (estudante de Psicologia) e a professora Fátima Soares, que partem este sábado para Chibuto, onde já se encontra o mentor do projeto, Bernardino Silva, que viajou na semana passada.

Este ano, segundo o coordenador, um dos objetivos é “fomentar e desenvolver” a saúde materna, embora se mantenha o envolvimento noutras áreas, nomeadamente na agricultura e na educação, dando continuidade ao “legado” já construído junto daquelas comunidades ao longo dos anos – a Missão Amar(es) começou, em termos internacionais, em 2016.

“Em abril, fizemos chegar a Chibuto uma ambulância cedida pelos Bombeiros de Vila das Aves e agora queremos mostrar as potencialidades desse veículo, que pode ser crucial para melhorar a saúde materna”, adiantou Bernardino Silva, sublinhando a importância de o grupo deste ano contar com uma enfermeira. “Atendendo a isso e a toda a relação de cooperação já estabelecida com as autoridades locais, poderemos levar estes cuidados às comunidades da periferia”, explicou.

Entre as “potencialidades” identificadas por Bernardino Silva está a possibilidade de poderem ser realizados partos nesta ambulância, que “é diferente” das já existentes em Chibuto e “tem excelentes capacidades logísticas”. “A ambulância pode, durante três ou quatro dias, fixar-se para a realização de partos num determinado local”, precisou o coordenador do projeto, para quem há “necessidade de reduzir os nascimentos nas comunidades, em situações muito precárias, o que provoca números elevados de morte infantil”.

Segundo Bernardino Silva, Chibuto é um “município muito grande, com um hospital rural deficitário e uma maternidade com pouca capacidade”, o que faz com que outro dos objetivos seja o início da construção de uma nova sala de partos. “À partida, vamos começar já a estrutura”, assegurou. O “sonho”, no entanto, é construir uma nova maternidade, algo que necessita de mais recursos e mais tempo. “O nosso trabalho é contínuo, mesmo à distância, não se cinge aos dias que passamos em Chibuto”, vincou o professor.

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