Entre o nascer do sol do dia deste sábado e a madrugada de domingo, o festival Extremo propõe uma jornada de 20 horas de exploração do som na fonteira entre Braga e Guimarães, no monte da Falperra. Concertos, instalações site specific, performances, oficinas e visitas guiadas compõem o programa, que integra a Braga 25 Capital Portuguesa da Cultura.
O Extremo é uma jornada guiada pelo sol, em jeito de peregrinação entre os sacromontes no limite entre Guimarães e Braga. Inicia-se às 06h00 deste sábado com uma performance-manifesto construída por Cody XV, músico sediado em Braga, com cenografia de Diogo Mendes e curadoria do coletivo Bracarense Estudo do Meio.
Segue-se às 07h00 o concerto Dies Irae, de Maria W Horn, na capela de Santa Marta das Cortiças, apresentado em formato inédito, com quatro cantoras portuguesas: Mariana Caldeira Pinto, Maria João Vieira Leite, Mariana Vital e Maria Bustorff.
O momento de abertura do festival é reservado a 50 pessoas – inscrições já esgotadas – que serão depois convidadas para uma caminhada (a partir das 08h00) pelo monte da Falperra, ao longo da qual se depararão com as performances site specific do coletivo portuense Berru, às 08h30, e da artista sonora e investigadora Cláudia Martinho, pelas 09h30.
No final da caminhada, junto da capela de Santa Marta do Leão, o público pode assistir aos concertos de Alexandre Centeio (11h30), multi-instrumentista e artista sonoro, e Gordan (12h30), trio que propõe uma fusão entre as vozes tradicionais dos Balcãs (da histórica Svetlana Spajic) com feedback e sons gerados eletronicamente, a cargo de Guido Möbius e Andi Stecher.
A manhã termina com a ativação de Sistema Sonoar, projeto multidisciplinar do coletivo Sonoscopia (patente entre as 13h00 e as 21h00), que tem como epicentro um órgão de tubos automático instalado na capela de Santo António.
A peça da Sonoscopia será o palco de uma das três oficinas – também já esgotadas – do Extremo, onde se incluem uma oficina de pão artesanal, pela padaria Mãe na Massa, e uma oficina de pigmentos naturais pelo coletivo Cave, além de uma visita guiada ao complexo da Falperra pelo historiador de arte Eduardo Pires de Oliveira.
O programa do Extremo inclui ainda um Concerto Para Olhos Vendados, por Luís Antero (18h30), experiência sensorial única que terá como palco a icónica capela de Santa Maria Madalena da Falperra, tendo por base uma residência artística com enfoque no património deste território.
Quem também esteve em residência no território foi a compositora Clothilde (19h30), que apresenta em Braga o seu novo dispositivo ao vivo, num concerto que acontece igualmente na capela de Santa Maria Madalena, antecipando o pôr-do-sol.
À noite, sobem ao palco, junto da capela de Santa Marta do Leão, Ghosted (22h00), uma das mais transcendentes colaborações da música dos nossos dias, com três figuras incontornáveis da música exploratória: Oren Ambarchi, Johan Berthling e Andreas Werliin; e William Basinski (23h15), mítico músico norte-americano, um dos mais aclamados nomes da música eletrónica ambiental do nosso século.
O Extremo encerra com um Live Act, às 00h40, a cargo de M3STR, produtor e DJ emergente do Porto, com curadoria da comunidade artística independente de música eletrónica, Dark Sessions, nascida em Braga.












