O ativista ambiental Carlos Dobreira encontrou esta segunda-feira várias lixeiras a céu aberto em diversas freguesias do concelho de Amares, que considera constituir evidente perigo para a saúde pública.
Numa nota enviada às redações, o ambientalista enumera (e comprova com imagens) as diversas situações com que se deparou entre as 11 e as 14h00 desta segunda-feira.
Nas imediações do quartel da Cruz Vermelha encontrou “contentores sobrelotados com escorrências e fedor intenso”, destacando o contentor localizado em frente à rua Dr. Adolfo Vilela.
Nas imediações do Centro Escolar D. Gualdim Pais, registou “restos de comida nas imediações de ecopontos e contentor, assim como mobiliário, sacos com garrafas de vidro e estilhaços de vidro”.
Já em Carrazedo, as imediações de contentores localizados na avenida do Pilar e frente à rua Monte de Além, “revelavam falta de lavagem e desinfeção periódica (…) sendo observável resíduos recicláveis e de construção e demolição nas imediações”. ~
“FEDOR E IMUNDICE”
Em Figueiredo, “as imediações da rotunda do autarca já são conhecidas pelo fedor e imundície junto a ecopontos e habitações”. “Há uma quantidade inusitada de vidraria depositada junto aos ecopontos”, acrescenta na nota.
Na freguesia de Lago, a situação “é muito preocupante” nas avenidas de Pontezinhas, da Ribeira, de Santa Marta, na rua Marginal do rio Cávado, frente ao nicho de Santa Marta e à rua das Pedreiras, na urbanização Monte do Picoto e nas traseiras do cemitério.
“Destaque para a imundície de resíduos em contentores localizados na Avenida de Santa Marta, bem como peças de automóvel, caixas de eletrodomésticos, artigos de decoração e resíduos verdes. Há gatos famintos e escorrências”.
Já em Rendufe, nas imediações e acessos rodoviários ao mosteiro que está fechado durante longos meses (abre apenas ao público para visitas nos meses de julho, agosto, setembro e primeira semana de outubro), os contentores localizados nas avenidas do Mosteiro e Monte da Senra “apresentam-se sobrelotados e fedorentos”.
Carlos Dobreira conclui que, face aos casos que registou em outros momentos ao longo do ano – e que deu a conhecer à Direção Geral de Saúde -, se está perante a “falta de civismo e de educação ambiental, falhas graves na separação de resíduos, no sistema de recolha de resíduos e política de educação ambiental do concelho de Amares”.
O ativista conclui apelando aos deputados eleitos pelo círculo de Braga que efetuem uma visita, “sem aviso”, para constatarem in loco todas estas situações.










































