O presidente da Câmara de Amares, Emanuel Magalhães, garantiu esta quinta-feira, durante a reunião de executivo, que o processo de criação de uma Estação de Tratamento de Água (ETA) junto ao rio Cávado está em andamento, mas advertiu que se trata de uma “obra complexa” e que demorará tempo a ser concretizada.
No período de antes da ordem do dia, o vereador do movimento independente Amar e Servir Amares, Rui Tomada, pediu um ponto de situação sobre este processo, lembrando que é público que existem negociações para a compra do terreno onde o município pretende construir a ETA, que o atual executivo liderado por Emanuel Magalhães assumiu como prioritário.
“O que se passa? O que faz falta?”, questionou Rui Tomada, para quem esta é uma obra de grande importância para a melhoria do abastecimento de água no concelho.
Na resposta, Emanuel Magalhães (PSD) disse que o processo está em andamento, mas que há procedimentos que têm de ser cumpridos, nomeadamente em termos de avaliação do terreno e do âmbito jurídico. “Há procedimentos legais, formais e administrativos que demoram muito tempo”, afirmou o autarca.
Emanuel Magalhães garantiu que a construção da ETA é uma “prioridade desde o início”, mas reiterou que se trata de um processo moroso e de uma “obra complexa”. “Este executivo está em funções há menos de nove meses… Não peçam que a ETA esteja construída no próximo ano. Não é assim, não é uma obra qualquer”, assegurou.
SEM ENTRAVES
Embora Rui Tomada nunca tenha referido o nome da Santa Casa da Misericórdia de Amares, o terreno em causa é propriedade da instituição e, por isso mesmo, Álvaro Silva interveio para garantir que a Misericórdia “não colocará entraves” à construção da ETA, que considerou igualmente fundamental para o concelho.
“Quem começou este processo foi o professor Manuel Moreira, foi ainda no anterior mandato que houve as primeiras conversas quanto a este terreno. Desde o primeiro dia, a Misericórdia mostrou-se aberta a esta negociação e não colocou o mais pequeno entrave”, disse Álvaro Silva, que é vereador do Renascer Amares e provedor da Misericórdia, papéis que garantiu “saber separar muito bem”.
“Enquanto vereador fui sensível à obra e enquanto provedor apenas disse que as negociações são aquelas que resultam do mercado. Dada a importância da obra, nunca foi colocada a menor dificuldade”, garantiu.
A fechar o tema, Emanuel Magalhães confirmou que “há uma base de entendimento para as coisas se concretizarem”. “Isso é um facto”, concluiu o autarca.












