Concessão da recolha do lixo em Amares só depois do verão

A recolha de lixo no concelho de Amares vai continuar a ser assegurada, pelo menos até ao final deste verão, pela Câmara Municipal, uma vez que o Tribunal de Contas ainda não deu “luz verde” ao contrato de prestação de serviços e “obrigou” a autarquia a levar de novo o assunto a reunião de executivo e à Assembleia Municipal.

“O concurso já está entregue, mas ainda não foi validado pelo Tribunal de Contas, que nos obrigou a fazer uma retificação, porque se trata de um contrato a oito anos e a despesa plurianual tem de estar detalhada. É uma burocracia que tem de ser cumprida”, disse ao jornal “O Amarense” o presidente da Câmara de Amares, Manuel Moreira.

Em função disso, segundo o autarca, o assunto terá de ser novamente aprovado pelos órgãos municipais. “Vamos levar [a proposta] à próxima reunião de Câmara e vou pedir a marcação de uma Assembleia Municipal extraordinária para deliberarmos, sem termos de esperar pela reunião setembro”, adiantou. Manuel Moreira sublinhou que a reunião extraordinária deverá acontecer ainda em agosto, permitindo “acelerar” o processo.

REFORÇO DE MEIOS

Em virtude deste atraso, que fará com que a empresa que ganhou o concurso não possa começar desde já a operar, o serviço vai ser mantido, para já, pela Câmara Municipal. “Esperamos que a entrega à empresa aconteça o mais rápido possível, acredito que em setembro/outubro possa estar a trabalhar”, indicou o autarca amarense.

O verão, no entanto, ainda será assumido pelos serviços da Câmara Municipal, que contarão com quatro veículos para garantir a recolha. “Tal como no ano passado, reforçámos [os meios] nesta altura. Alugámos mais um camião, o que faz com que tenhamos quatro veículos, três grandes e um pequeno, para esta altura do ano. No verão, a população aumenta muito e há sempre mais problemas nesta matéria”, disse Manuel Moreira.

Em fevereiro, a Câmara de Amares aprovou a adjudicação do serviço de recolha de lixo, por 6,3 milhões de euros, à empresa Rede Ambiente, que ganhou o concurso público lançado pela autarquia em setembro do ano passado. O contrato, com a duração de oito anos, foi aprovado por maioria, com o voto contra dos vereadores do PS, Pedro Costa e Valéria Silva, e a abstenção do independente Emanuel Magalhães.

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