Alerta. Cerca de 140 concelhos em perigo máximo de incêndio devido ao calor extremo

Cerca de 140 concelhos de 12 distritos de Portugal continental encontram-se este sábado em perigo máximo de incêndio rural, numa situação motivada pelas elevadas temperaturas, baixa humidade e vento forte que afetam grande parte do território nacional.

Os distritos mais afetados incluem Portalegre, Santarém, Castelo Branco, Coimbra, Leiria, Lisboa, Setúbal, Évora, Beja, Faro, Bragança e Vila Real, enquanto apenas seis distritos da região Norte escapam ao nível máximo de alerta.

As previsões meteorológicas apontam para temperaturas particularmente elevadas, com máximas que podem atingir os 38 graus em Santarém e aproximar-se dos 40 graus em algumas zonas do interior. O vento poderá ainda registar rajadas até 70 quilómetros por hora, aumentando significativamente o risco de ignição e propagação rápida de incêndios.

Em Portalegre, um dos distritos mais afetados, os serviços de proteção civil mantêm vigilância reforçada. A região tem registado um aumento expressivo da atividade incendiária, com o número de ignições a mais do que duplicar face ao mesmo período do ano passado.

Segundo os dados mais recentes, a área ardida na região aumentou cerca de 220% no último mês, resultado dos 78 incêndios registados neste período. A situação tem levado as autoridades a reforçar as medidas de prevenção e sensibilização junto das populações.

Concelhos como Castelo de Vide, que já foram afetados por incêndios significativos em anos anteriores, mantêm um nível elevado de vigilância, com especial atenção às atividades que possam originar focos de incêndio.

Face às condições meteorológicas adversas, as autoridades recordam que está proibida ou fortemente condicionada a utilização de determinados equipamentos agrícolas e florestais, nomeadamente motorroçadoras, corta-matos e outras máquinas suscetíveis de provocar faíscas.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil apela igualmente à adoção de medidas de autoproteção face ao calor intenso, recomendando a ingestão frequente de água, a redução da exposição solar durante as horas de maior calor e uma atenção especial a crianças, idosos e pessoas com doenças crónicas.

As previsões apontam para a manutenção do perigo máximo e muito elevado de incêndio pelo menos até domingo, numa altura em que o verão ainda não começou oficialmente, mas já coloca à prova os meios de prevenção e combate aos fogos rurais em todo o país.

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