A Renfe garantiu que o comboio internacional Celta, entre o Porto e Vigo, fará um “transbordo simples” em Viana do Castelo e continuará com os mesmos horários, adiantando apenas “motivos operacionais” como causa para a mudança no serviço, que mereceu fortes críticas do Eixo Atlântico.
“A partir de 17 de agosto [domingo], por motivos operacionais, o serviço do comboio Celta fará um transbordo de um comboio para outro na estação de Viana do Castelo. Trata-se de um transbordo simples entre comboios. O serviço far-se-á da forma habitual quanto a horários”, pode ler-se numa resposta de fonte oficial operadora ferroviária espanhola Renfe a questões da Lusa.
A Lusa tinha questionado a Renfe sobre os motivos para o transbordo do serviço conjunto com a Comboios de Portugal (CP), de quem é a responsabilidade das alterações ao serviço, se não há material circulante disponível para fazer toda a rota, quem é responsável pelas revisões dos comboios e se não é possível utilizar locomotivas bitensão para efetuar o serviço, mas não obteve mais esclarecimentos.
Também fonte oficial da CP remeteu para o comunicado emitido na sexta-feira.
Em causa estão alterações ao serviço do comboio internacional Celta, que faz o trajeto Porto-Vigo, e que vai obrigar a transbordo em Viana do Castelo a partir de domingo, para permitir “garantir a continuidade do serviço”, anunciou a CP na sexta-feira.
Segundo a CP, esta é uma medida “excecional e temporária”, sem indicar qual a data de conclusão dos “ajustes transitórios” no serviço que é operado em conjunto com a espanhola Renfe desde julho de 2013, ligando Vigo ao Porto com paragens em Valença, Viana do Castelo e Nine.
“Somos totalmente contra. Isto não é uma medida de gestão, é uma traição. Isto foi feito à traição, porque foi feito no mês de agosto, no meio das férias, e entre campanha eleitoral, o que também condiciona as declarações dos nossos autarcas”, disse Xoán Mao.












