Um abaixo-assinado lançado nos últimos dias, que já conta com mais de quatro dezenas de subscritores, alerta para uma “grave situação de insalubridade, insegurança e abandono” na Rua Nova do Sertão, em Ferreiros, no concelho de Amares, devido à acumulação de lixo junto aos contentores existentes naquele local.
Além de soluções para melhorar o serviço de recolha e acabar com a “acumulação constante de lixo e resíduos”, os subscritores do documento, que é dirigido à Câmara Municipal de Amares, pedem a relocalização dos contentores, que atualmente estão instalados num cruzamento da estrada de acesso ao estádio do FC Amares e “põem em risco moradores e condutores”, sendo também “usados por pessoas fora da área residencial”.
No documento, a que “O Amarense” teve acesso, os moradores mostram o seu “profundo desagrado e preocupação” e sublinham que “esta situação representa uma ameaça à saúde pública, à qualidade de vida e ao bem-estar da população”, configurando “uma falha grave da Câmara Municipal no cumprimento das suas obrigações legais”.
Pedem, por isso, a “relocalização imediata dos contentores num local adequado, seguro e higiénico”, a sua “higienização regular e a fiscalização da utilização”, assim como a “abertura e operacionalização” dos ecopontos destinados a recolha seletiva que se encontram dentro do terreno do estádio do FC Amares, mas “inoperacionais” devido a uma rede de vedação e ao facto de o portão do estádio apenas abrir em dias de treinos ou jogos.
“A implementação de medidas eficazes de controlo das colónias de gatos errantes”, que permitam dar resposta “à proliferação descontrolada de colónias”, é também uma das reivindicações dos subscritores deste documento.
EMPRESA ESPERA AVAL
Ao jornal “O Amarense”, o presidente da Câmara de Amares, Manuel Moreira, lembrou que a autarquia adjudicou em fevereiro – por 6,3 milhões de euros – o serviço de recolha de lixo a uma empresa privada, mas que o Tribunal de Contas solicitou entretanto um documento em que surgem detalhados os encargos financeiros ao longo dos oito anos do contrato.
Esse documento foi aprovado na última reunião de executivo, realizada na segunda-feira, com os votos favoráveis dos eleitos pela coligação Juntos por Amares (PSD/CDS), a abstenção do vereador independente Emanuel Magalhães e o voto contra dos vereadores do PS, Pedro Costa e Valéria Silva, tal como havia acontecido aquando da adjudicação.
“O Tribunal de Contas fez essa exigência, o que nos fez levar o assunto novamente à reunião de Câmara e a marcar uma Assembleia Municipal extraordinária [no dia 22 de agosto]. Depois vamos submeter outra vez à apreciação do Tribunal de Contas e esperamos ter o aval, para podermos fazer a entrega à empresa o quanto antes”, disse o autarca.
A entrega a privados é, segundo Manuel Moreira, a “única solução” para um “problema grave” que é a recolha do lixo no concelho. “Neste verão, como já tínhamos feito no ano passado, alugámos mais um camião, mas o grande problema é que não temos gente para trabalhar”, afirmou.
Manuel Moreira comprometeu-se a “avaliar internamente” o que pode ser feito, no imediato, para melhorar o serviço e atender às preocupações dos moradores. “Esse documento ainda não me chegou, mas vou perceber o que pode ser feito. Enquanto a empresa não puder começar a trabalhar, a recolha continua a ser assumida pela Câmara e temos que dar respostas”, garantiu o autarca de Amares.
















