Autárquicas. Renascer Amares critica “avalanche de adjudicações e concursos” a pouco tempo das eleições

O movimento independente Renascer Amares criticou, este sábado, a “avalanche de adjudicações e concursos” por parte do município de Amares, a pouco tempo das eleições autárquicas, sublinhando que “parece haver pressa em contratar e prometer”.

“Nos últimos dias temos assistido, incrédulos, à avalanche de adjudicações e concursos lançados pelo município de Amares – a menos de mês e meio das eleições autárquicas. Depois de 12 anos de pura inoperância, agora parece haver pressa em contratar e prometer”, refere a candidatura, liderada por Álvaro Silva, em comunicado.

Sublinhando que esta é a “gestão que Amares não merecia”, o movimento independente lembra que “os atuais número dois e três da vereação do município [Delfim Rodrigues e Cidália Abreu], ambos com cargos de decisão em diferentes pelouros, são novamente candidatos – cada um na sua lista – como vice-presidentes”.

“Perguntamos: que governação é esta que querem deixar para quem vier a seguir? Para nós, é claro: querem limitar ao máximo a ação de quem assumir o futuro do concelho”, sublinha a candidatura de Álvaro Silva, acrescentando que “grande parte destas obras será feita com recurso a dívida”. “E quem vai pagar? Os amarenses”, vinca.

O movimento Renascer Amares garante que “nada disto retira força” à candidatura, “pelo contrário”, dando “ainda mais vontade de mostrar que é possível fazer diferente, com rigor, transparência e planeamento”.

“É triste ver Amares a ser tratado desta forma enquanto os concelhos vizinhos continuam a somar milhões em obras financiadas com fundos externos ao orçamento municipal”, conclui a candidatura, que dá o exemplo do concelho de Terras de Bouro, “que avança com projetos inovadores e investimentos estratégicos”.