PDM de Barcelos em consulta pública

A 2.ª revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) de Barcelos entra em discussão pública a partir desta terça-feira e por um período de 30 dias.

Em comunicado, o município refere que o documento resulta de cinco anos de trabalho técnico e de “um amplo processo de participação, definindo a estratégia de desenvolvimento do concelho para os próximos anos”.

Ao longo do processo, a equipa técnica municipal realizou milhares de atendimentos e recebeu cerca de duas mil sugestões de cidadãos, proprietários, empresários e representantes das juntas de freguesia e do movimento associativo.

Segundo o vereador do Planeamento e Gestão Urbanística, Carlos Eduardo Reis, “cada reclassificação de solo foi criteriosamente fundamentada, tendo em consideração a infraestrutura existente, a sustentabilidade financeira, a capacidade de investimento e a coerência do modelo territorial”.

A proposta, sublinha o município, tem quatro eixos estruturantes: retenção do solo urbano e capacidade de fixar população, aposta em empresas e na capacidade industrial, preocupação com o ambiente e soluções de mobilidade para as próximas duas décadas.

“Um dos pilares mais relevantes da proposta assenta na infraestruturação do concelho. Em articulação com a Águas de Barcelos, através do contrato de concessão, estão previstos mais de 168 quilómetros de novas redes de saneamento, investimento que se divide em duas fases”, lê-se no comunicado.

Além disso, o município prevê um investimento adicional, para além do inscrito no contrato de concessão.

O reforço da capacidade económica e empresarial do concelho é outra aposta, prevendo a proposta um aumento de cerca de 20% das áreas destinadas a atividades económicas e uma maior concentração de zonas vocacionadas para o acolhimento empresarial.

No plano ambiental e do futuro sustentável, a revisão do PDM prevê um aumento de aproximadamente 25% dos espaços verdes, integrando investimentos como o Ecoparque de Areias de Vilar, com cerca de 30,55 hectares, e o Masterplan do Rio, que acabará por abranger 744,2 hectares de intervenção projetada.

“Esta valorização do território está no centro da estratégia dos trabalhos desta revisão, mas virada sobretudo para as famílias. A criação do tão desejado parque urbano, com cerca de 15 hectares, concebido com um corredor verde estruturante e harmonizado com as restantes dimensões da estratégia de gestão urbanística, permitirá uma fruição diferente do espaço público, onde também nesta matéria o rio tem um papel crucial porque se trata de uma variável sempre considerada em todo o planeamento”, sustenta ainda o município.

Para alavancar esta estratégia, a câmara prevê um aumento de cerca de 6% na classificação de espaços para uso especial, destinados à instalação de equipamentos e infraestruturas públicas, como o novo hospital, centros de saúde e instalações desportivas ou de cariz social.

Na mobilidade e acessibilidades, o PDM acompanha a projeção de novos acessos estruturantes, incluindo as duas variantes, as ligações às zonas industriais e a futura ponte urbana.