Na primeira entrevista de fundo que dá após a reeleição, o presidente da câmara municipal de Terras de Bouro, Manuel Tibo, repete os desabafos de outras entrevistas, mas agora com um tom mais áspero e de aviso.
O calvário que é esperar por decisões e financiamentos da Administração Central é uma das razões.
A eterna revisão do PDM – Plano Director Municipal é outra. Diz que, se for necessário, chamará o povo para a rua, se o documento não defender os interesses Terras de Bouro. «Nós não queremos outra terra, queremos esta; e queremos viver aqui», vinca. Defende que «a Lei tem que mudar. Sinto-me à vontade para chamar o povo todo para a rua para que assim seja».
PROJECTOS PARA O MANDATO
É um Manuel Tibo, a cumprir o último mandato, que assegura que não é com «palmadinhas nas costas» que se resolvem os problemas do concelho, para quem projeta um bloco operatório em ambulatório, uma Unidade de Cuidados Continuados municipal na Ribeira, um pavilhão multiusos no campo de jogos municipal e transferência deste para a Balança, onde nascerá um novo pavilhão municipal.
Mas também uma piscina de águas termais no Gerês, o aumento da taxa na Mata da Albergaria, a requalificação dos quartéis da GNR de Terras de Bouro e Gerês.
Na primeira grande entrevista no arranque para o terceiro e último mandato, reafirma que o teleférico de São Bento à Pedra Bela «não é utopia» e revela que quer proibir acesso de carros particulares à Cascata do Arado e à Pedra Bela. «Viaturas só para residentes e proprietários, operadores turísticos ou veículos prioritários», esclarece.
Com um programa «vasto e rico», deixa um aviso à navegação: «Não vou permitir oposição a Terras de Bouro».
A motivação «é a mesma de sempre» e levanta um ‘enigma’: «Que fique claro, em 2029, estarei disponível para Terras de Bouro».
A ‘GRANDE ENTREVISTA’ COMPLETA NA EDIÇÃO IMPRESSA DE NOVEMBRO DO JORNAL ‘O AMARENSE & CADERNO DE TERRAS DE BOURO’
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